Pesquisadores do Hospital Geral de Massachussets, Estados Unidos, estão liofilizando fezes de doadores magros e encapsulando-as para posteriormente serem dadas a pacientes obesos, como parte de um novo tratamento clínico. A liofilização é um processo de desidratação em que o produto é congelado sob vácuo, e o gelo formado é sublimado. O experimento, liderado pela professora assistente e pesquisadora clínica Elaine Yu e previsto para começar no final deste mês (janeiro), testará se, ao substituir os micróbios intestinais de uma pessoa com aqueles de um doador por intermédio das fezes, tal poderia remediar problemas de saúde como a obesidade e a sensibilidade à insulina.

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Cientistas encontraram um hormônio que poderia parar a vontade de comer doces. Os participantes receberão semanalmente pílulas para seis semanas, e seus pesos e saúde serão acompanhados a cada três, seis e doze meses. Os participantes continuarão com seus hábitos de saúde e alimentação regulares durante todo o período do estudo.

“As cápsulas são inodoras, insípidas e são revestidas por duas camadas, para assegurar que cheguem até o local certo no intestino grosso”, afirma Dra. Yu. Ela garante que os pacientes não serão capazes de dizer se estão engolindo placebos ou as cápsulas que contêm as fezes, porque elas estão sendo cuidadosamente elaboradas e bem regulamentadas com a Administração Federal de Alimentos e Medicamentos.

Os estudos começaram em 2013 com um grupo de ratos, aos quais foram dados micróbios intestinais de humanos, tanto magros como de obesos.

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Os ratos que receberam fezes de humanos magros permaneceram magros. Cientistas acreditam que os micróbios intestinais desempenham um papal na regulação do metabolismo humano.

Mas Yu admite que este novo teste ainda é um jogo de dados. “Não sabemos quais resultados vamos ter”, disse Yu. “Não quero alimentar qualquer frenesi de pessoas aderindo por conta própria. Experimentos caseiros sem acompanhamento médico me deixam nervosa, como médica e como pesquisadora”. #Curiosidades #Medicina