Não tem mais como negar, a microcefalia deixou de ter índices remotos para, agora, existirem alarmantes 3.174 casos suspeitos da doença. Esses números foram divulgados no último boletim epidemiológico apresentado pelo Ministério da Saúde.

No relatório ainda constam as seguintes informações: os 3.174 casos suspeitos de microcefalia em recém nascidos foram contabilizados em 656 municípios de 20 estados do Brasil. Ainda existe investigação sobre 40 mortes de bebês, causadas por  microcefalia, a fim de verificar se existe ligação com o #Zika Vírus.

Segundo o Ministério da Saúde, apenas 3 estados - Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso - apresentaram redução em casos de microcefalia; em todos os outros 17 estados os números da doença aumentaram.

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Pernambuco tem de longe o pior dos quadros, com 1.153 casos da doença, ou seja, mais de 38% foram registrados somente por lá. O Estado foi o primeiro a registrar o número alarmante de casos em crescimento no Brasil.

Em Novembro de 2015, o Ministério da Saúde decretou situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, visando com essa medida dar mais atenção aos casos de microcefalia, dando mais rapidez às investigações de casos suspeitos. Desde a criação dessa medida, os registrados foram colocados em um sistema integrado, compreendendo as secretarias municipais, estaduais e a federação.

Em uma das primeiras medidas propostas como forma de contenção do avanço da microcefalia o Ministério da Saúde, em decisão polêmica, pediu que as mulheres evitassem engravidar e que as gestantes eliminassem os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.

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Recentemente, a ANVISA autorizou a vacina contra a dengue, que previne apenas uma das doenças causadas pelo mosquito que transmite, além da #Dengue, a febre Chikungunya e o Zika Vírus, ao qual estão atribuídos os altos índices de microcefalia em recém nascidos.

Além de todas essas medidas, é indispensável o acompanhamento pré-natal, bem como realizar os exames que o médico da gestante solicitar. Encerrando suas orientações o Ministério da Saúde adverte que as grávidas não façam uso de bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas, nem utilizem medicamentos sem orientação de um médico.