A pesquisa

A pesquisa foi realizada na Faculdade de Farmácia, no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), na Faculdade de #Medicina e na Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade de Coimbra. João Nuno Moreira, pesquisador envolvido na descoberta, afirma que esta proteína diminui a resistência aos tratamentos.

Câncer de mama triplo negativo

Esta pesquisa diz respeito ao câncer de mama triplo negativo, um subtipo de câncer ainda sem tratamento específico que atinge cerca de 20% das mulheres. A característica deste tumor que dá nome a este subtipo é devido aos receptores hormonais de estrogênio e progesterona ser negativos, assim como o receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2).

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Isto significa que não é possível tratar os pacientes com terapia hormonal, já que o tumor, sendo negativo, não responde aos hormônios. Este subtipo pode ser mais agressivo que os subtipos que apresentam receptores de estrogênio e progesterona positivos, já que este último tende a crescer mais lentamente e são mais propensos a responder à terapia hormonal que o primeiro. Também há mais possibilidade de ocorrer metástases - espalhar para outras partes do corpo - mais cedo e de reincidência.

A proteína - denominador comum

Foi identificada uma proteína presente nas células tumorais que estão ativamente envolvidas, seja na resistência ou na recidiva tumoral. Esta proteína é importante para as células se proliferarem e para atuarem. Segundo Moreira, uma nano partícula foi projetada, que é direcionada contra esta proteína.

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Isso significa que uma proteína é direcionada contra vários tipos de células.

Nanopartícula

Esta nanopartícula, desenvolvida pelos pesquisadores envolvidos, contém em seu interior um coquetel de fármacos que atuam sobre estes diferentes tipos de células. Uma prova de conceito foi realizada com sucesso em modelos celulares. Moreira afirma que o próximo passo da pesquisa é estender esta prova de conceito em modelos animais para compreender a atividade desta nanopartícula. #Doença