A Terra é, na verdade, formada por 2 planetas que entraram em rota de colisão e se chocaram há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, no início do Sistema Solar. Além disso, essa colisão gigantesca lançou detritos no espaço, que entraram em órbita do novo planeta, se aglomeraram, e por causa da gravidade formaram a Lua.

A conclusão de tal fato foi proposta por um time de cientistas liderados por Edward Young, professor de geoquímica e cosmoquímica, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA).

Theia

O "planeta irmão" da Terra é chamado de Theia e era um pouco menor do que nosso mundo, provavelmente com as mesmas dimensões de Marte.

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Uma teoria já havia sido proposta para explicar o surgimento da Lua, conhecida como Big Splash, que estabelecia que Theia havia colidido em um ângulo inclinado, de 45 graus ou mais, com a Terra. Com isso, uma parte deste mundo teria sido projetada para o espaço e formado a Lua.

Se realmente fosse este o caso a Lua possuiria, logicamente, uma composição química diferente da Terra, pois seria composta predominantemente de Theia. Entretanto, análises químicas realizadas em rochas lunares, recolhidas por astronautas das missões Apollo, da NASA, revelaram que os isótopos de oxigênio destas amostras eram exatamente iguais aos encontrados na Terra.

A única explicação possível, neste caso, é que os 2 planetas primitivos sofreram um impacto frontal, tão violento, que fez com que Terra e Theia se fundissem de forma homogênea, lançando detritos de ambos os mundos para o espaço, que posteriormente formaram a Lua.

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Edward Young declarou: "Nós não vemos qualquer diferença entre os isótopos de oxigênio da Lua e da Terra; eles são indistinguíveis”, e acrescenta que "Theia foi muito bem misturada, tanto com a Terra quanto com a Lua, e uniformemente dispersada. Isso explica por que não vemos uma assinatura diferente de Theia na Lua, em relação à Terra."

Isótopos de oxigênio

A peça chave para a reconstituição do grande impacto foi a análise da assinatura química de átomos de oxigênio, que estão presentes nas rochas. Mais de 99% do oxigênio presente na Terra é conhecido por O-16, chamado assim porque cada átomo possui 8 prótons e 8 nêutrons.

Existem também pequenas quantidades de isótopos O-17 e O-18, e as rochas lunares, recolhidas pelas missões Apollo 12, 15 e 17, apresentam exatamente a mesma proporção de isótopos que rochas vulcânicas encontradas no manto na Terra.

A nova pesquisa foi divulgada na famosa revista científica Science. Assista a estas simulações, que reconstituem a colisão entre os dois mundos, e a formação da Lua:

#Curiosidades #EUA