É um cenário apocalíptico ou só descaso do governo e falta de participação de uma população consciente? Fato é que desde 10/2015 a 01/2016, cerca de 4.000 casos de nenéns portadores de microcefalia foram registrados em território brasileiro, frente aos 150 casos anteriores por ano. O grande vilão de tudo isso é o vírus inoculado pelos mosquitos Zika.  

A OMS - Organização Mundial de Saúde acredita na proliferação do vírus, pois o Zika está presente em quase todos os países americanos. A título de informação, o #Zika Vírus já tem mais 70 anos que foi descoberto; entretanto, até 2007 nunca foi correlacionado a surtos epidemiológicos

Foi na floresta Zika, Uganda, em 1947 que um macaco da espécie rhesus e em 1948, que o mosquito Aedes africanus (Aedes aegypti das florestas) manifestaram o Zika vírus.

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Outro agravante, é que além dos mosquitos, foi detectada transmissão da #Doença via relações sexuais. Zika, dengue e chikungunya são vírus em destaque, os quais tiveram origem nas regiões oriental e central da África e no Sul da Ásia. As 3 doenças são disseminadas pelo mesmo mosquito e alcançaram agora os trópicos e sub-trópicos do planeta. 

Em 2007 ocorreu um surto na Ilha Yap, na Micronésia, afetando 75% da população e 6 após, o vírus se propagou na Polinésia Francesa. Descobriu-se que a genética do vírus “brasileiro” era muito parecida a que se localizava no Pacífico. 

As hipóteses sobre o vírus no Brasil são: realização da Copa do Mundo da FIFA em 2014 com pessoas de vários países, mas não havia nenhuma ilha do pacífico na disputa, diminuindo a veracidade dessa alternativa. Uma competição de canoagem no Rio de Janeiro em 08/2014 com atletas de ilhas do ilhas do Pacífico é mais uma teoria.

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Ou ainda, cogita-se na migração por terra do Chile, pois lá aconteceu de uma pessoa ter Zika depois que esteve na Ilha de Páscoa. 

As febres, erupções cutâneas, olhos vermelhos, dores nas articulações, musculares e de cabeça do Zika associam-se agora com a Síndrome de Guillain-Barré, que é um estado neurológico de paralisia que pode levar a morte. No início de 2015, as autoridades de saúde pública brasileiras sinalizaram que o Zika foi encontrado em pessoas com febre no nordeste e logo na sequência, aumentaram os casos da Síndrome de Guillain-Barré. Coincidência ou não, no final do ano passado, bebês com microcefalia começaram a surgir no país. 

Fatores somados explicam a epidemia do Zika vírus, como ambiente propício para os mosquitos tendo como exemplo a floresta Amazônica, onde o desmatamento associado a agricultura é ótimos para o Aedes. A urbanização desenfreada de algumas áreas age como berçários para a procriação dos mosquitos e também, os fatores climáticos do aumento da umidade e temperatura em áreas que não existiam o inseto. 

Com os Aedes aegypti e o albopictus sendo vetores da doença, o alcance aliado à facilidade das viagens de longa distância pelos humanos, aumentaram a propagação do mal para outros locais.

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A situação econômica, política e de pouquíssimo interesse por parte dos governantes, estimulou o retorno do mosquito com força total entre 1980 e os anos 2000. 

Um 3.º fator é que o Zika é novo nas Américas, que têm hospedeiros mais suscetíveis. O 4.º e último item é simplesmente a definição de quando e como o vírus se introduziu no país. Quando ocorrerá um novo surto viral, não se sabe, mas no mundo globalizado, que sofre de alterações ecológicas e climáticas profundas, qualquer pandemia de lugares distantes se torna algo bastante “natural”. #Hospital