Um dos hábitos mais antigos é – após uma farta e frondosa refeição, nos depararmos com algumas sobras de comida e, acredite ou não, alguns destes alimentos podem ser até mais saudáveis quando requentados. Mas calma aí. Não vá entulhando sua geladeira de comida velha. Existem riscos e regras a serem seguidas. Não há necessidade  de correr-se o risco de passar por uma desagradável intoxicação alimentar. 

O frango real que mata

Nem a realeza está livre de uma boa e velha intoxicação. No Reino Unido, integrado pelos quatro países  Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, em média um milhão de pessoas são vítimas por ano deste tipo de autoflagelo via oral provocadas involuntariamente por elas mesmos.

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 Dentre as vilãs são as comidas requentadas da ceia natalina e dos  churrascos, um costume que ultrapassa gerações nos  verões nestes países. Deste um milhão, em média 100 acabam morrendo e os mais suscetíveis são os idosos e as crianças.

Mesmo sendo considerado Primeiro Mundo, no Reino Unido o grande vilão está escondido num bípede emplumado e um dos petiscos preferidos por lá.  Conforme divulgou a Agência de Segurança Alimentar(Food Standars Agency) 65% dos frangos vendidos naquela região possuem  a bactéria Campylobacter (ou bactéria retorcida). Se encontrar as condições favoráveis, como descuido na higiene, por exemplo, esta bactéria pode sobreviver algumas horas na cozinha e se espalhar rapidamente. Portanto a Food Standars Agency aconselha que logo após ser temperado o frango deve ser bem assado ou cozido, pois  a bactéria Campylobacter é sensível ao calor.

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A agência também aconselha que jamais consuma alguma parte de carne crua e, sempre após manuseá-lo deve-se higienizar as mãos lavando-as bem.

Comida requentada é segura? 

Sim é segura, mas deve seguir uma regra simples. Mesmo aquele delicioso purê de batatas recheado com queijo se for levado ainda quente ao refrigerador poderá se transformar em um nicho perfeito para encubação de bactérias. Ele deverá esfriar antes de ser levado à geladeira, pois se o alimento ainda estiver quente fará que seu interior esquente ainda mais criando uma incubadora perfeita para estes microrganismos nocivos.

Em alguns testes os pesquisadores constataram que o interior de alguns alimentos acondicionados no refrigerador ainda quente – chegam a gerar calor na ordem de cinco graus celsius.  O conselho é cobrir o recipiente onde está o alimento e deixar até que atinja a temperatura ambiente. Atenção. Este tempo não pode exceder quatro horas. Aí sim poderá ser guardado na geladeira com segurança.

Posso requentar a mesma comida quantas vezes? 

Todas as dicas nesta postagem são de origem britânica, mas as bactérias geralmente não respeitam fronteiras muito menos hierarquias.

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Portanto é plausível que levemos em considerações o que recomenda a Agência Britânica de Saúde. Ele defende atese que se requente um alimento apenas uma vez, porém, não vê grandes problemas se repetir esta prática mais de uma vez desde que tenha seguido à risca a regra de guardar adequadamente no refrigerador. Contudo ele salienta que a cada reaquecimento o referido alimento perderá  o sabor.

Um vilão moderno

O instituto britânico chama atenção para o forno de micro-ondas. Apesar da ampla praticidade no dia a dia, ele poderá ser perigoso. Segundo os pesquisadores britânicos ele pode ganhar em velocidade no reaquecer os alimentos, mas perde em qualidade. O ideal é utilizar forno convencional ( gás ou lenha), pois este distribui o calor de forma regular sobre os pratos – do contrário das micro-ondas que esquentam a partir do centro deixando as bordas frias e suscetíveis à formação de bactérias. Para um reaquecimento seguro eles recomendam que o  alimento seja retirado do micro em do processo, dê uma boa mexida e depois coloque para esquentar novamente.

#Diabetes #Doença #Alimentação Saudável