Um artigo publicado na maior revista sobre biotecnologia do mundo pode revolucionar a maneira que conhecemos sobre a utilização de implantes e próteses em humanos.

O sistema bioprint (bioimpressão, em tradução livre) que utiliza materiais biológicos e humanos foi criado para literalmente produzir tecidos e partes do nosso corpo.  O artigo que foi enviado em julho do ano passado para a Biotechnology precisou passar pela aprovação da revista para ser publicado em fevereiro, mostrando o quanto é rigoroso o processo para validar as pesquisas e avanços na área de biotecnologia.

A matéria diz que a impressão não é complicada, mas construir e conceber estruturas que possam ser vascularizada é o grande desafio, pois as peças devem permitir que o sangue e outros fluídos corporais possam circular pelas peças impressas levando nutrientes e oxigênio, garantindo a resistência adequada e a durabilidade semelhante ao que o corpo humano possui.

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Segundo os pesquisadores, já foram produzidos mandíbula e do osso da calvária, cartilagem e músculo esquelético e em breve o estudo avançará para tecidos mais complexos e órgãos inteiros.

REJEIÇÃO 

Segundo os cientistas, a tecnologia desenvolvida promete resolver a questão da rejeição do organismo humano após implantes e transplantes de órgãos e tecidos. O princípio da matéria-prima usada na impressão de membros e partes do corpo humano são feitos com células do próprio paciente, reduzindo as chances do organismo não aceitar o novo membro ou a "peça de reposição".

IMPRESSÃO POR DEMANDA 

Uma década foi o prazo decorrido para atestar que a impressão 3D não oferece riscos à saúde humana, mais ainda são necessárias mais pesquisas e estudos clínicos para mostrar a a utilidade do equipamento e que seu uso pode ser inserido nos serviços públicos de saúde em escala.

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Na matéria os autores do estudo alegam que a impressão funcionaria por demanda, ou seja, tecidos e outras partes do corpo seriam impressos somente quando existir a necessidade para tanto.

Em alguns anos eles acreditam que o uso será benéfico para pessoas acidentadas, enfermos e pacientes que precisam de transplantes urgentes. A tecnologia pode diminuir as filas de espera. A matéria não informou as estimativas de custos para a compra destes equipamentos e nem a previsão ideal para lançamento oficial.

CINEMA VISIONÁRIO 

O filme Repo Men, lançado em 2010 com Jude Law, Forest Withaker e a brasileira Alice Braga já abordava em sua temática questão sobre a produção de órgãos humanos por indústrias de biotecnologia. #Inovação #Medicina