Os brasileiros infectados pelo mosquito Aedes Aegypti agora precisam se preocupar com outra #Doença transmitida pelo seu vírus. Seu mais recente foco de preocupação, o  Zika, é a causa não apenas da microcefalia como também pode ser  da síndrome de Guillain-Barré. Em resumo, a doença afeta o sistema imunológico da pessoa contaminada, que começa a danificar gravemente os próprios nervos responsáveis pela defesa do corpo contra organismos invasores. Os sintomas comuns incluem formigamento, fraqueza muscular, hipotensão e até mesmo paralisia, chegando a piorar entre 24 e 72 horas.

Embora existam tratamentos para ajudar a reduzir as consequências do problema, ainda não há nenhuma cura.

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Antes se pensava que a doença era de um tipo só, depois foi descoberta a sua capacidade de se desenvolver de diversas formas, e recentemente uma delas é através do Zika Vírus. No Piauí as primeiras suspeitas iniciaram em dezembro de 2015, quando foram registrados casos de aumento na síndrome Guillain-Barré após a epidemia do mosquito. Em um depoimento ao portal de notícias G1, o neurologista Marcelo Adriano, da Secretaria da Saúde do Piauí, relatou surpresa pela magnitude do dano ser maior do que o esperado.

“Todas as vezes que temos uma infecção, nosso organismo produz anticorpos que tentam eliminar as bactérias. Em algumas situações, esses glóbulos brancos erram o foco e acabam atacando o revestimento dos nossos nervos”, ele explicou. “Em dado momento, o corpo percebe o erro e cessa a produção dos anticorpos, mas aí o dano no nervo já aconteceu”, finalizou o médico.

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Agora um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde apontou um crescimento de 108% nos casos de Guillain-Barré no Piauí entre 2014 e 2015, sendo o estado um dos quatro, todos do Nordeste, com aumento superior a 100%. No país o registro é de 15% de acréscimo.

Como a doença tem incidência relativamente baixa no Brasil (menos de 1 caso por 100 mil habitantes), cientistas afirmam que ainda é cedo para atribuir a elevação no número de casos ao vírus Zika, mas os planos de contingência contra o avanço dessas doenças já estão sendo realizados desde o fim do ano passado no Piauí. Embora não se tenha certeza de nada, a mera suspeita é o suficiente para redobrar os cuidados e deixar toda a população brasileira em estado de alerta, mais do que de costume. Mesmo não sendo legal maltratar os animais, atualmente a caça aos mosquitos está liberada. #Zika Vírus