O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, declarou o mosquito Aedes aegypti como o "inimigo número um" do Brasil. O Brasil já conseguiu erradicar por duas vezes o mosquito, só que agora está perdendo a guerra para o vetor de pelo menos quatro doenças, #Zika Vírus, chikungunya, dengue e febre amarela.Segundo o Ministério da Saúde não foi simples conseguir erradicar com tão pouca tecnologia existente na época. Assume, sim, que houve um relaxamento no combate, mas que também existem outros fatores.

Primeiro tivemos que lutar contra o mosquito na década de 50, devido ao surto de febre amarela que teve na ocasião. Na época cruz coordenou uma campanha ao Aedes e conseguiu erradicá-lo em 1958.

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A realização foi em quase todo continente americano, obtendo grande sucesso. O que prevaleceu para a volta do mosquito foi as cautelas que deixaram de tomar.

O professor José Carvalheiro, do IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo), declarou em uma entrevista ao Programa Roda Viva, da TV Cultura, nessa segunda-feira, primeiro, que a guerra foi perdida por nós mesmos. Na década de 50 conseguimos vencer o Aedes aegypti e erradicá-lo. Mas ele explica que o mosquito, não é um bicho dos trópicos, é exótico. Então foi mais fácil erradicá-lo na década de 1950, exceto nos Estados Unidos e em algumas Ilhas do Caribe. Foi por isso que em 1967 ele conseguiu entrar no Brasil pelo Paraná e em alguns outros países.

A volta do mosquito agora ao Brasil, nas condições em que está se dá principalmente por duas razões: uma delas é o relaxamento do governo, tanto quanto da população.

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Por muito tempo não se houve um combate ao mosquito como se era necessário. Não é coincidência que o Brasil esteja a comemorar 30 anos de epidemias de dengue sucessivas em 2016. E a outra razão é a maior resistência do mosquito ao combate habitual.

Os defensivos usados em 1950 foram proibidos por se mostrarem tóxicos. Temos outros,  menos tóxicos, mas não se mostram tão eficazes. Se tornou mais difícil matar o mosquito hoje, ele consegue ser mais rápido, através de uma seleção natural que ele conseguiu, segundo as palavras do diretor do Instituto Butantã, Jorge Kallil. 

Antes o mosquito Aedes aegypti  só se reproduzia em águas limpas, hoje ele se tornou mais resistente e consegue se reproduzir em lugares com água parada e não é preciso que seja tão limpa e também consegue sobreviver em temperaturas aprazível, não apenas em locais quentes, como antes, explicou o pesquisador. #Doença #sistema de saúde