Apesar de nosso alcance da exploração pelo espaço, uma das coisas que ainda nos impede é a velocidade das naves espaciais. Enquanto somos capazes de impulsionar partículas a uma velocidade próxima à da luz em laboratório, a ciência vem lutando para estimular o avanço da aceleração de naves espaciais para além de 3% do normal. Com a nossa tecnologia atual, estima-se que a estrutura ou cápsula interestelar em questão irá transportar os seres humanos em uma duração de cinco meses até Marte. Mas o cientista do Departamento de Pesquisa Científica da NASA, Philip Lubin, vem trabalhando em um sistema onde lasers impulsionam uma nave espacial com estruturas de velas gigantes para o Planeta Vermelho em menos de três dias.

Publicidade
Publicidade

Parece um tanto exagerado, mas em um vídeo da NASA 360 (canal oficial da NASA para transmitir informações de descobertas, curiosidades de engenharia espacial e ciência), Lubin explica que esse tipo de tecnologia contém disponibilidade científica sem esforços, e que o sistema poderia ser facilmente ampliado, eventualmente.

"Há avanços recentes que tornam esse momento como um contexto de ficção científica para a realidade da ciência", explica Lubin. "Não há razão inteligível por não chegarmos a uma solução." Essa fonte de combustível não apenas influencia no impulso da nave espacial, mas também é vista como um sistema incrivelmente ineficiente quando comparado à aceleração eletromagnética, que é o uso da luz ou outro tipo de radiação eletromagnética para acelerar objetos.

Publicidade

"Aceleração electromagnética é limitada apenas pela velocidade da luz, enquanto os sistemas químicos estão limitados à energia de processos químicos," escreveu Lubin em artigo sobre a tecnologia. 

No entanto, como fótons poderiam trabalhar para impulsionar algo tão grande como uma nave espacial? Apesar de não obter nenhum tipo de massa, as partículas de luz têm tanta energia e força cinética, e quando eles refletem em um objeto, a força é transferida para um pequeno impulso. Como visto anteriormente, com uma grande vela, capaz de refletir energia, é possível gerar impulso suficiente para acelerar gradualmente uma nave espacial. Enquanto Lubin e sua equipe ainda não experimentaram o sistema em laboratório, seus cálculos expoõem que a propulsão fotônica poderia obter uma estrutura robótica de 100kg até Marte em três dias. Lubin também explica que, nos 10 minutos que a nave levaria para decolar na área de lançamento espacial até permanecer em órbita, a propulsão fotônica poderia impulsionar uma espaçonave em aproximadamente 30% da velocidade da luz - e utilizando da mesma quantidade de energia química (50 a 100 gigawatts) para executar.

Publicidade

Em síntese, o sistema não é projetado para enviar seres humanos através de distâncias interestelares – considera-se que o envio de robôs é apropriado para executar a missão. No entanto, Lubin propõe uma sonda ultra-compacta que pode chegar perto da velocidade da luz Mas o envio de inteligência artificial para sistemas solares distantes em questão de dias - especialmente aqueles que potencialmente abrigam planetas habitáveis ​​- ainda seria uma grande novidade. Em 2015, Lubin e sua equipe receberam uma doação da NASA para começar uma demonstração experimental e mostrar que a propulsão fotônica pode ser usada para o transporte, de modo que devemos aguardar alguns resultados concretos em breve. "O fator humano de explorar espaços intergaláticos mais próximos e exoplanetas seria uma intensa #Viagem e marcante para a história da ciência espacial na humanidade, cujas implicações não-científicas seriam enormes", diz Lubin. "É hora de começar esta jornada que vai além de nossos lares.” #Inovação