Plano de mobilidade e a mudança de comportamentos.

O Plano de Mobilidade é um documento que as cidades devem construir para adequar a vivência e a ambiência das cidades em relação ao transito e espaços urbanos (incluindo transporte de pessoas e cargas), principalmente em um globo cada vez mais conectado e com maiores restrições de recursos. Não existem mais espaços para novas rodovias nas grandes cidades e as médias já apresentam situações caóticas de transito. A escolha pelo carro individual começa a entrar em crise, seja pela falta de estacionamentos e vias de acesso, seja pelo custo crescente do combustível.

Mudanças pela engenharia já não resolvem.

As respostas nacionais atuais já não estão respondendo adequadamente aos novos paradigmas, apresentando superlotação de metrôs e VLTs, transporte e armazenamento inadequado do lixo. Não bastasse o custo dessas respostas de logística tradicional, a implantação de ciclofaixas em vias de alto movimento de carros tem registrado um grande numero de acidentes, geralmente agravados ao ciclista.

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As ambulâncias não conseguem espaço para socorrer em vias centrais e o número de acidentes fatais com motociclistas é muito acima da média mundial. O transito brasileiro é equivalente a uma guerra civil no Iraque, ou comparado a outros lugares onde a guerra é explicita e com Forças Armadas.

Psicologia Comportamental é a ciência que estuda como mudar.

A Psicologia Comportamental tem e deve participar desse discurso de reconstrução do ambiente urbano, principalmente no que tange a questões objetivas de projetos de mudanças comportamentais para efetiva implementação urgente em centros urbanos. É volta da discussão do “fazer” diferente do “falar”, onde a despeito de aula de educação de transito, não se observa uma mudança que seja discriminável nas medidas atuais, havendo em alguns casos, inclusive, uma piora.

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Mudar comportamentos nunca foi uma tarefa fácil, principalmente em ambientes não controlados, como o transito onde até a excessiva temperatura do verão (RIO 50 Graus) pode ser uma variável a ser observada e manipulada indiretamente.

Estudando transito com abordagem comportamental.

A discussão deve começar imediatamente sobre os papeis e funções que cada um (pessoa individual ou institucional) deve se apropriar e interagir para provocar essa mudança. Essa vertente da Psicologia tem contribuído historicamente para estudos envolvendo medidas e observação e controle do #Comportamento por variáveis controláveis ( o transito é basicamente regido por regras controláveis), mas não deve ser limitada a isso, pois os fatores psicológicos que envolvem o transito é visível nos traumas dos acidentes, na lida com a pessoa humana em pleno ato de dirigir equipamentos motorizados ou não.

Mudando paradigma por soluções comportamentais aliadas a arquitetura ecológica.

Mudar um paradigma não é fácil, pois a forma de pensar é, geralmente, utilizando as regras do paradigma anterior.

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Por exemplo, não basta colocar ciclo-faixa, é preciso entender que um ciclista tem mais possibilidades de transito do que um carro, entrando em universidades e estacionando perto do destino, senão na frente dele. Fechar ruas para que pessoas voltem a andar não é uma tarefa fácil, pois é preciso encontrar soluções inteligentes para substituir a acessibilidade do motorista e ensinar as pessoas a andar novamente nas novas ruas. E você? Tem uma solução inteligente para sugerir aqui? #Governo #Crise econômica