A obesidade é um problema de proporções mundiais e mesmo no Brasil apresenta um quadro preocupante. Segundo alguns estudos, a obesidade atinge cerca de 40% da população adulta brasileira, e tem crescido muito também entre crianças e adolescentes. Hoje a obesidade é considerada uma epidemia, e causa danos e gastos comparáveis ao tabagismo, por exemplo.

Mas, o que impede uma pessoa de emagrecer? Ou ainda, o que faz com que tantas pessoas tenham a sensação de impotência diante da necessidade de emagrecer? E entre os que se esforçam e alcançam um resultado satisfatório, por que a grande maioria volta a engordar no período de um ano?

Os psicólogos têm participado de equipes, juntamente com médicos e nutricionistas, a fim de entender a verdadeira causa da obesidade e do seu aumento vertiginoso.

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E os tratamentos realizados por equipes envolvendo psicólogos tem se mostrado muito eficaz, uma vez que grande parte dos transtornos alimentares parecem ser desencadeados por emoções, como raiva, depressão, tristeza, sentimentos de impotência diante de problemas que não são solucionados, baixa autoestima, e outros.

A pessoa passa a buscar compensação emocional nos alimentos, comendo de forma exagerada e sem fome. Depois de comer, vêm os sentimentos de raiva de si mesmo e culpa, que faz com que sua insatisfação aumente ainda mais e resulte em mais apetite, como um círculo vicioso.

Além das emoções, as pessoas enfrentam também o ambiente social e familiar, com menos atividade física e mais oferta de alimentos muito calóricos e gordurosos, com baixo valor nutricional. O aumento da ingestão calórica e a diminuição do gasto de energia resultam em obesidade.

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Só que a alimentação está presente em tudo o que se faz.

Nos entretenimentos, como no cinema, por exemplo, onde é regra comer enquanto se assiste a um filme, mesmo sem fome. Os profissionais separam a sensação de fome do apetite, sendo que o primeiro representa as necessidades reais do corpo e o segundo, o desejo de comer. Observa-se que a pessoa obesa sente mais apetite do que fome, acabando por querer sempre comer mais do que é necessário. E quando percebe que colocou muita comida no prato, acaba comendo tudo pra não jogar comida fora. Como esse é um padrão que tende a se repetir, a pessoa vai sempre comendo mais e mais, gerando angústia e sofrimento emocional ainda mais intensos.

O papel das terapias é ajudar o indivíduo a entender como modificar sua visão, e como conseguir mudar sua relação com a comida e com o próprio corpo, uma vez que a insatisfação com o formato do corpo e a sensação de inadequação com os padrões da sociedade ainda agravam a situação.

O nutricionista ajuda o indivíduo a aprender a se alimentar de forma saudável, por vezes o médico pode entrar com medicamentos temporariamente, e o psicólogo ajuda a criar as condições necessárias pra que a pessoa se comprometa com o tratamento, e mantenha hábitos de vida saudável mesmo depois de terminado o período de acompanhamento, através da compreensão dos problemas emocionais que o levaram a compulsão alimentar.

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Pra quem precisa de acompanhamento psicológico gratuito e não consegue na rede pública, existem as universidades, onde os alunos atendem a população sob a supervisão dos professores. E pra quem não quer esperar por uma vaga gratuita existem ainda profissionais que atendem online, com um custo menor. Enfim, é preciso reverter este quadro. São praticamente setenta milhões de brasileiros considerados obesos. E este número vem aumentando, principalmente nas camadas de baixa renda. O custo disso em termos de doenças cardiovasculares, internações, cirurgias, diabetes, dores e muitos outros males. #Dieta #Doença #Alimentação Saudável