O jornal americano de maior credibilidade no mundo, The New York Times, destacou, em edição desta semana, que o vírus da Zika poderia ter chegado ao Brasil primeiro em #Natal, no estado do Rio Grande do Norte, durante a Copa do Mundo de 2014.

Médicos ouvidos na reportagem alertam que os primeiros casos da doença no país foram detectados primeiramente em hospitais da capital potiguar. O surgimento da doença teria sido reflexo da visita de turistas de vários continentes, ao qual vieram a Natal para assistir os jogos do mundial. A notícia soa como um alerta em ano de Olimpíadas no Rio de Janeiro. 

De início os sintomas como: dor de cabeça e nas articulações, febre e manchas vermelhas pelo corpo foram interpretados pelos médicos como #Dengue, devido também termos um surto caudado pelo mosquito Aedes aegypti.

Ouvido pelo jornal, o especialista em doenças infecciosas da Universidade Federal do Rio Grande -UFRN, Dr.

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Kleber Luz, relatou que ao saber que se tratava de uma nova doença alertou as autoridades, porém não teve respostas imediatas por parte do Governo Federal.

Logo o vírus ainda desconhecido se espalhou por três estados do Nordeste. Por meio de amostra de sangue de pacientes que relatavam estarem com os sintomas foi que os médicos, Dr. Silvia Sardi e Dr. Soares, investigaram e chegaram a conclusão, em abril do ano passado, que se tratava do vírus da Zika. Ao todo foram mais de 6.800 coletas, segundo dados divulgados para imprensa.

Até maio do ano passado o novo vírus que circulava pelo Brasil, dos outros dois transmitidos pelo mesmo mosquito (Chikungunya e Dengue), era encarado como o menos inofensivo pelos médicos.

O contágio da doença foi mapeado e constatado o caminho feito em várias partes do mundo, África, na Ásia e no Pacífico Sul, partindo de Unganda onde teria surgido em 1947.

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Já em 2007 foi encontrado ao leste das Filipinas e no norte da Austrália.

Somente em maio, quando foi confirmado que o vírus circulava no Brasil foi que houve associação com a síndrome Guillain-Barré, em bebês que nasciam com microcefalia. O número de casos confirmados cresceu cerca de 300%.

A Dr. Maria Lucia Brito confirmou que em Maceió, somente em 2015, os casos  de crianças que nasceram com a microcefalia supera os de 2014. De 14 subiu para 50 casos registrados.

Terceira vítima fatal por Zika é confirmada

A terceira morte pelo vírus da Zika foi confirmada pelo Ministério da Saúde. Se trata de uma mulher nascida no município de Serrinha, no Rio Grande do Norte. Ela tinha 20 anos e foi internada em 11 de abril de 2015 no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal.

A vítima faleceu 12 dias após o diagnóstico. Essa informação divulgada apenas agora dá mais força a teoria de que a epidemia tenha surgido em Natal, tendo em vista que a primeira morte divulgada ocorreu no Maranhão, dois meses após a jovem de Serrinha no RN.

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Um mistério que ainda não foi revelado pelos especialistas é de como a doença leva pacientes adultos à morte e de sua associação com a microcefalia em bebês.  #Zika Vírus