Na terça-feira, 3 de fevereiro de 2016, o governo norte-americano confirmou o que já  suspeitava: o zika vírus também é transmitido através da relação sexual. Embora o maior meio de propagação da doença seja a transmissão através da picada do mosquito aedes aegypti, o país verificou que pessoas estavam sendo contaminadas, mesmo em locais com pouca ou nenhuma incidência do principal transmissor do #Zika Vírus.

O primeiro a relatar essa possibilidade as autoridades foi justamente um pesquisador, que esteve no continente africano e contraiu a doença no local. Ao retornar para os EUA sua esposa adoeceu e também foi diagnosticada com o zika vírus, sem ter viajado para nenhum lugar com epidemia do doença.

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A partir de então o pesquisador passou a admitir a hipótese de que o zika vírus também é transmitido através de relação sexual, e ele estava certo.

As autoridades do governo do Texas, um dia após a Organização Mundial da Saúde afirmar que conter o avanço do vírus é uma emergência mundial, confirmaram para pavor dos estadunidenses, pois os EUA possuem poucos locais considerados 'de risco' para a propagação do aedes, que a transmissão também se dá através de relação sexual.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, confirmaram que foi diagnosticado essa primeira ocorrência e os governos norte-americano e brasileiro, se preparam para enfrentar a guerra contra o vírus. Do lado americano, Obama pediu que os laboratórios se empenhassem em desenvolver uma vacina capaz de imunizar a população contra o zika vírus, do lado brasileiro, as prefeituras, estados e o governo federal intensificaram as equipes de combate aos focos do mosquito.

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A declaração da primeira contaminação do zika vírus via transmissão sexual, veio do município de Dallas, onde o governo declarou que uma mulher foi infectada pelo vírus após ter relações com um cidadão que regressou de viagem da Venezuela.

Os dados com relação a doença são alarmantes, em especial por estarem sendo atribuídos a ela, os elevados casos de microcefalia. Sabe-se que apenas cerca de 20% das pessoas apresentam os sintomas da doença e nem todos procuram assistência médica. O risco é maior sem dúvida para as gestantes e seus bebês. #Organização Mundial de Saúde