Não devem ter sido poucas as pessoas convidadas, por algum amigo, que se pensava ser mal-intencionado, para compartilhar de alguns momentos de bem-estar ao aspirar um pouco da Cannabis Sativa. Para os inocentes, curiosos internautas do Google, ela nada mais é do que uma planta herbácea da família das Canabiáceas, amplamente cultivada em muitas partes do mundo. Para os menos curiosos que paravam por aqui, ela continua a ser uma inocente planta. Para os mais curiosos, nem tanto. Estes últimos, ao descerem a detalhes, ficam sabendo de suas propriedades psicoativas e que podem ser utilizadas como analgésico, anódino, antiemético, antiespasmódico, calmante do sistema nervoso, embriagador, estomático, narcótico, sedativo ou tônico.

Publicidade
Publicidade

Alguns ficam assustados ao ler que a Cannabis Sativa pode ser utilizada em medicina.

E agora doutor?

Os mais curiosos certamente não esqueceram de planta com tantas qualidades, mas nem por isso, arriscaram a aceitar os convites que antes recusaram. Em alguns lugares os que recusaram foram chamados de caretas. Em outros locais a prevenção é elogiada. Mas certamente muitos ainda ficam assustados ao sair de uma consulta médica, quando o atendente, simpático, mas sempre apressado para maiores explicações, receita como remédio de uso contínuo o Canabidiol. Um produto derivado, isso mesmo, da Cannabis Sativa.

A primeira reação é contestar a receita. Mas isto é abandonado frente a uma série de justificativas que levam as pessoas à aceitação de algo que já estava sendo pleiteado há algum tempo pelas associações médicas.

Publicidade

Este fato leva em consideração a melhoria que remédios assim produzidos podem trazer no tratamento de crianças e adolescentes que sofrem de epilepsia, por exemplo. Por enquanto além do preço caro, há restrições e exigência de autorização especial para a sua importação. O caso da menina Anny de 5 anos, mostrado no programa Fantástico a algum tempo atrás, justificou que o uso do Canabidiol fosse autorizado.

Os relatos de caso começam a se multiplicar o que fez com que a conhecida e cultivada planta, saísse de uma posição de destruidora de pessoas, de personalidades, o que ela não deixou de ser, para assumir em nova ribalta, o papel de salvadora da pátria. São reconfortantes os diálogos que mostram pessoas que conseguiram recuperar o controle do sistema nervoso e assim, ganharam uma nova vida, pela qual tanto suplicavam.

Desta forma não é de se estranhar, que mesmo liberada, a autorização ainda deva atender a padrões de segurança estabelecidos pela ANVISA – Agencia Nacional de vigilância sanitária.

Publicidade

Segundo posição assumida por Emmanuel Fortes Silveira, um dos vice-presidentes do Conselho Federal de #Medicina, cuidados devem ser tomados, mas que não justificam mais qualquer tipo de proibição ao seu consumo, para casos médicos. A alteração da classificação de substância proibida para substância controlada traz esperanças a muitas crianças e pessoas da terceira idade, frágeis por estarem nos extremos dos limites da faixa etária, no atendimento a necessidades especiais que elas apresentem e, nas quais, o uso deste remédio possa colaborar para com a diminuição do sofrimento que apresentam. #Comportamento