A Justiça decidiu e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foi obrigada a liberar o uso medicinal da maconha parcialmente no Brasil. A agência publicou em 21 de março a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 66/2016 que libera para uso medicinal as substâncias Canabidiol (CBD) e Tetrahidrocannabinol (THC), integrantes da Maconha. Mas a Agência continua alertando para o uso indevido da erva e anuncia que vai recorrer da decisão judicial.

Com isso, a nova norma permite a importação, por pessoa física, de produtos que contenham tais substâncias para uso exclusivo e com fins de tratamento. A resistência da Agência para a liberação da maconha se deve ao fato de que seus componentes químicos não são registrados no país.

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A agência também questiona a segurança e os efeitos do Canabidiol e do THC. Ela esclarece que a eficiência de tais substâncias não é comprovada em nenhum país. Também lança dúvidas quanto aos resultados de seu uso e os possíveis efeitos adversos que podem provocar em pacientes.

Maconha é pesquisada

Pesquisadores estudam o uso de Canabidiol em doenças como a de Parkinson, Alzheimer, Esquisofrenia, entre outras. Pesquisa da Universidade de São Paulo coordenada pelo professor José Alexandre Crippa, da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), mostra a eficácia da substância para melhorar a qualidade de vida de pessoas com a Doença de Parkinson. Participaram do estudo 21 pessoas diagnosticadas com a doença. Divididos em três grupos, um deles recebeu 75 mg de CDB por dia. Ao final da pesquisa, os pacientes e os familiares relataram melhoras na qualidade de vida.

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Por outro lado, estudiosos relatam que o uso da maconha pode prejudicar a memória, e problemas como ansiedade, distúrbios de percepção, perda da força muscular, do equilíbrio, além dos problemas típicos dos fumantes, como asma enfisema pulmonar bronquite e câncer. A Agência americana de Combate as Drogas acrescenta que o uso continuado da erva provoca problemas reprodutivos e danos aos pulmões.

Outra questão envolve o tráfico de entorpecentes. Países como o Uruguai liberaram a maconha como forma de combater sua venda ilegal. Eventos pelo mundo também procuram discutir o tabu que envolve a erva canabis.

Dificuldades de importação

O paciente não terá vida fácil. Para importar produtos a base de substâncias da maconha, o interessado deve seguir os trâmites burocráticos legais. Ou seja, deve preencher formulários, e solicitar autorização especial da Anvisa, além de comprovar a determinação médica. #Tendências #Comportamento #sistema de saúde