Celso Pansera, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, confirmou neta quarta-feira (30) que o Governo tem interesse em autorizar o mais breve possível a "Pílula do Câncer", mas como suplemento alimentar, assim ficaria autorizada a venda da fosfoetanolamina.

A proposta, de acordo com Pansera, é que o medicamento seja legalizado como um suplemento alimentar e assim a substância deixe de vez o mercado paralelo e chegue logo às prateleiras das farmácias de todo o Brasil.

O ministro fez questão de ressaltar que, uma vez que a "pílula do câncer" seja autorizada como suplemento alimentar, significa que de forma alguma ela poderá substituir tratamentos médicos e muito menos os medicamentos ministrados para as pessoas com a doença.

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Esta decisão está sendo tomada porque o composto que hoje é produzido pela USP - Universidade de São Paulo, não é tóxico e vem sendo esperado ansiosamente por pessoas de todo o país.

A população está fazendo uma pressão muito grande para que a substância seja liberada o quanto antes, entretanto é preciso muito mais testes para que ela possa ser considerada como um "medicamento" eficaz contra o câncer. Entretanto, não sendo um produto tóxico, pode ser consumido como uma complementação e assim atenderia a todos os setores da sociedade.

As pesquisas a respeito de sua eficácia contra o câncer continuarão sendo feitas e futuramente poderia até ser considerado um medicamento conforme os resultados que fossem surgindo.

Parlamentares e pesquisadores se reunirão com o ministro para debater este assunto e a recomendação foi encaminhada então ao Congresso Nacional e também para a Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

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Marcos Vinícius de Almeida, que é um dos detentores da patente da fosfoetanolamina, desenvolvida pelo professor da USP, Gilberto Chierice, afirmou que já consome a substância desde 2005 como forma de suplemento alimentar, mas acha que não é certo liberá-la como um suplemento e não como medicamento.

Almeida ainda pede que as pessoas usem somente a fosfoetanolamina da USP, pois alguns outros produtos estão surgindo no mercado e são piratas, o que poderia até comprometer a saúde das pessoas. #Medicina #sistema de saúde