A disseminação do zika vírus pelo mosquito Aedes Aegypti, considerado o vetor do vírus, marcou o verão de 2016, no Brasil, como o início de uma geração de crianças com microcefalia, que terão graves consequências no futuro.

As pesquisas e a definição de uma cura para deter o vírus, através de uma vacina, serão o grande limitador dessa possível epidemia. É o que afirma o pesquisador Carlos Brito da  UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, um dos primeiros estudiosos a comprovar a relação entre o zika vírus e o nascimento de crianças com microcefalia.

Segundo ele, a grande dificuldade que o país tem em extinguir, ou mesmo diminuir a população do mosquito, levará a um número cada vez maior de contaminação de mulheres gestantes, levando ao nascimento de crianças que desenvolverão a microcefalia.

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Mas a esperança do pesquisador de Pernambuco não é compartilhada pelo vice presidente da Fundação Oswaldo Cruz, Vancler Rangel Fernandes, que declara que já existe uma geração de microcefálicos no país, citando o aumento do número de casos de microcefalia, que passou de 160 por ano para quase 3000,o que, segundo ele, confirmaria o gravíssimo quadro da saúde pública no Brasil.

O grande número de casos registrados levou a epidemia nacional a uma das maiores registradas na história, perdendo somente para a gripe espanhola

O grande número de crianças com a #Doença, trouxe à tona uma discussão que tem defensores de ambos os lados: o aborto dos fetos com a síndrome.

Desde 2007, com a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal do aborto de fetos anencéfalos, alguns defensores do método citam a analogia dos casos e defendem que a autorização seja estendida para os casos de microcefalia, o que não é aceito por grande parte da população e da igreja que, através da (CNBB) Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, se posicionou oficialmente contra a medida.

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O vírus, já conhecido desde a década de 1940, desapareceu por algum tempo, retornando com força total, e, por ter uma reprodução ligada a lugares quentes, não desperta a atenção de países mais desenvolvidos e com temperaturas mais frias, diminuindo o interesse global pela cura da doença. #Dengue #Organização Mundial de Saúde