A grega Joana Giannouli, descobriu aos 16 anos que sofre da síndrome de Rokitansky, por causa desta condição que acontece com uma mulher a cada cinco mil, ela nasceu sem vagina e útero. 

Na matéria divulgada pelo portal de notícias G1,  Joana conta como foi a descoberta e de que maneira vem enfrentando sua vida desde então.

Como Joana descobriu que sofria da síndrome de Rokitansky?

Joana relata que foi levada por sua mãe ao médico quando ela tinha 14 anos, porque ainda não havia menstruado. Porém o médico não a examinou, porque não queria tocar a genitália da garota.

Ao completar 16 anos ela foi encaminhada para um hospital, afim de fazer um check-up, então os médicos descobriram que a jovem, não possuía útero, canal vaginal e nem mesmo a vagina.

Publicidade
Publicidade

Assim se chegou ao diagnóstico da síndrome de Rokitansky.

O que é a síndrome de Rokitansky?

Esta síndrome se refere a condição de mulheres que nascem com a vagina, colo do útero e útero subdesenvolvidos ou inexistentes. As mulheres que apresentam está condição, desenvolvem seios, pelos púbicos, ovários e a vulva. O principal sintoma da síndrome é a falta da menstruação. As relações sexuais também ficam prejudicadas, porque a vagina é mais curta do que o normal.

Reconstituição da vaginal

Depois do diagnóstico, Joana ficou internada por duas semanas no hospital, onde passou por cirurgia plástica para reconstrução da vagina, para que ela pudesse ter uma vida sexual normal. Ela precisou ficar três meses deitada em repouso absoluto, sem poder se levantar.

Porém quando Joana teve suas primeiras experiências sexuais, sentiu muito desconforto e dor.

Publicidade

Ela teve que fazer exercícios físicos, por vários meses, para expandir o canal vaginal e o períneo.

Abandonada

A jovem relatou que estava noiva, aos 21 anos, contudo, quando ela revelou sua real condição para o companheiro ele a abandonou. Segundo ela, este foi um dos piores momentos em sua vida, pois se sentiu insegura e fracassada por não poder ser mãe.

Joana fala sobre outros relacionamentos, em que ela chegou a ser humilhada e constrangida pelos namorados, devido a sua condição. 

Feliz

Hoje, Joana se diz feliz, está em um relacionamento sério e seu companheiro sabe de sua condição. Eles pensam em adotar uma criança futuramente. Ela disse que conheceu muitas mulheres que tem a sua condição e que não tem nenhum tipo de ajuda, pois temem em revelar o problema. Ela afirma, resolveu contar sua história, para encorajar outras mulheres a procurarem auxílio.

 

 

 

  #Medicina #Tratamento