Ela é conhecida por vários nomes: gripe H1N1, gripe A, gripe influenza, ou simplesmente, gripe suína. A doença é causada pelo vírus Influenza A, que é nativo dos porcos. Os primeiros casos registrados entre humanos ocorreram nos Estados Unidos em 2009. Naquele ano, uma pandemia mundial infectou mais de 1,5 milhão de pessoas. No Brasil, houve mais de 58 mil casos confirmados e mais de duas mil mortes no período 2009-2010.

Em 2016, esta gripe voltou com força e já há 71 mortes confirmadas somente neste ano. Ainda não se sabe  o quão contagiosa a gripe H1N1 pode ser, pois há poucos anos começou a se disseminar entre os humanos.

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Porém, todo cuidado é pouco, pois a capacidade de se espalhar do vírus já se mostrou eficiente e o número de mortes não foi pequeno.

A gripe H1N1 não é muito mais perigosa do que uma gripe comum, mas dependendo do organismo da pessoa contaminada, o vírus pode causar síndrome de respiração aguda grave e comprometer a oxigenação do pulmão e outros órgãos. Por esta razão, a necessidade de internação é maior em alguns casos mais graves, que podem levar a prejuízos renais, do sistema nervoso e até a morte do paciente.

Na maioria dos casos tratados, a tendência é a gripe sumir no décimo dia, sendo que no sétimo ou oitavo dia, a diminuição do vírus no corpo humano já impede a contaminação de outras pessoas. As notícias de nova epidemia no Brasil têm assustado muita gente. Desconhecer a moléstia é a forma mais fácil de acabar doente.

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Veja o que é preciso para correr menos riscos de contrair a gripe suína.

COMO A GRIPE SUÍNA É CONTRAÍDA?

Até onde se sabe, a contaminação acontece por meio de secreções do corpo, especialmente das vias respiratórias como saliva e catarro.

QUAIS OS PRINCIPAIS SINTOMAS DA H1N1?

Um dos grandes perigos da gripe suína é a semelhança dos sintomas com os da gripe comum. Febre alta, coriza, tosse, dores no corpo, dores de cabeça, dificuldade para respirar, fadiga e calafrios. Em alguns casos, também diarreia e vômitos. Apesar de ser parecida, não se deve utilizar medicamentos para gripe comum e, principalmente, sem orientação médica.

COMO SE PREVENIR DA GRIPE H1N1?

Utilizar água e sabão ou álcool gel para limpar as mãos regularmente é uma das principais precauções para se proteger do contágio da gripe suína. Isso porque a transmissão do vírus não é apenas por via respiratória. Ao tocar as mãos em algum local contaminado, também se corre o risco. Assim como tocar na saliva, nariz e olhos.

O vírus da H1N1 pode sobreviver por algumas horas em superfícies secas, o que aumenta os riscos.

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Evitar aglomerações e pronto-socorros (caso não esteja doente); cobrir a boca e o nariz ao tossir ou conversar de perto; não compartilhar objetos pessoais como toalhas, copos, pratos e escovas de dentes, são outras formas de se prevenir. Dormir bem, tomar bastante líquido e cuidar da alimentação também ajudam, pois mantém o sistema imunológico em dia.

USO DE MÁSCARA CIRÚRGICA

Muitas pessoas acreditam que o uso de máscaras cirúrgicas pode ajudar a evitar a contaminação pela gripe suína. O uso das máscaras pode ajudar, desde que elas sejam trocadas regularmente. Ao respirar e ao falar, o espaço entre a máscara e a boca cria um ambiente cada vez mais úmido, ou seja, ideal para contrair outras doenças como tuberculose e sarampo.

QUAL REMÉDIO DEVO TOMAR?

Se existir a suspeita, dirija-se a um médico. Não tome medicamentos sem prescrição de um profissional médico especializado. Mulheres grávidas, crianças até cinco anos e portadores de doenças crônicas devem tomar cuidados maiores.

ONDE POSSO TOMAR VACINA?

A campanha nacional de vacinação contra a H1N1 começou em 4 de abril e vai até dia 20 de maio. No momento, apenas profissionais da saúde serão imunizados. A partir do dia 11, gestantes, idosos e crianças entre 6 meses e 5 anos. Quem tomou a vacina em 2015 também deve tomar neste ano. Do dia 18 de abril em diante, serão vacinados os outros grupos. #Dicas #sistema de saúde #Crise no Brasil