Foi aprovado pela Câmara dos Deputados em Brasília, o projeto de lei que libera a produção, comercialização e uso da " pílula do câncer". A fosfoetanolamina sintética, entretanto, ainda não apresenta testes em seres humanos, a substância foi testada apenas em ratos. Logo, cientificamente sua ação não é comprovada. Por esta razão não poderá ser comercializada como medicamento, mas sim, como suplemento alimentar.

Apoiada por todos os partidos, a votação foi simbólica. A pílula chegou a ser distribuída para pacientes com diagnóstico de neoplasia maligna (câncer), após ser proibida em 2014, tanto a distribuição quanto a produção, pacientes recorreram à justiça para implorar a liberação.

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Desenvolvida pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), a "pílula do câncer" mesmo não tendo autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é destacada como uma forma de cura para vários tipos de tumores. A fosfoetanolamina sintética foi pesquisada e estudada pelo professor, hoje aposentado, Gilberto Orivaldo Chierice. Na época, o professor era integrante do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da USP.

O projeto que foi enviado à Câmara de Deputados e aprovado destaca que o paciente que aceitar se submeter ao tratamento com ajuda da substância, deverá assinar um termo de compromisso além de apresentar um laudo médico. Atualmente, a fosfoetanolamina sintética se encontra em estudos no Instituto do Câncer em São Paulo. A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde (Conep) liberou que a substância passe por exames, sendo testada também em seres humanos.

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Moradores se manifestaram a favor da pílula

A manifestação foi organizada por parentes de pacientes com câncer. Manifestantes foram às ruas no dia 12 do mês de março. Além dos parentes, a manifestação contou com a participação de moradores do Leme (SP) que defendem a causa e uma ONG. O grupo encaminhou ao governo um abaixo assinado solicitando a liberação da substância. #Doença #Congresso Nacional #Senado Federal