As empresas Bioquark e Revita Life Sciences conseguiram uma aprovação ética do governo americano para investigar se partes do sistema nervoso central, após a morte cerebral, podem ser reanimadas através de procedimentos médicos inovadores, a serem aplicados por seus cientistas.

A proposta, batizada de “ReAnima Project” (Projeto Reanima), conseguiu a autorização para recrutar 20 pacientes declarados clinicamente mortos e realizar os testes futuros. Ou seja, esses indivíduos sofreram algum tipo de lesão cerebral traumática ou uma doença grave, apresentando uma perda irreversível da consciência e da capacidade de respirar, sendo mantidos por aparelhos.

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Técnicas empregadas e resultados esperados

Atualmente, quando uma pessoa sofre morte cerebral, é declarada tecnicamente morta, mesmo que o organismo, através de aparelhos de sustentação da vida, continue executando determinadas funções, tais como circulação sanguínea e digestão. Estudos recentes sugeriram que o organismo ainda consegue apresentar alguma atividade elétrica, mas esta não é suficiente para manter o corpo funcionando como um todo.

Para tentar reanimar os cérebros dos pacientes, os cientistas envolvidos no projeto aplicarão técnicas variadas, como, por exemplo, implantação de células-tronco e peptídeos (biomoléculas) no cérebro, estimulação de nervos e uso de lasers.

O Diretor Executivo (CEO) da Bioquark, Dr. Ira Pastor, declarou ao site britânico Telegraph que a proposta é a primeira do tipo a ser julgada pelas autoridades, e mais um passo para tentar reverter a morte.

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Dr. Pastor está otimista com o recrutamento de pacientes e início do experimento: "Estamos atualmente trabalhando com o hospital (que faz parte do projeto) para identificar famílias em que pode haver uma barreira religiosa ou médica para a doação de órgãos. Esperamos ver resultados dentro dos primeiros dois a três meses".

Dr. Sergei Paylian, fundador, presidente e diretor de ciência da Bioquark, acredita que o estudo permitirá uma visão completamente nova sobre a morte cerebral humana, e que as possíveis descobertas futuras poderão ser usadas no desenvolvimento de terapias e tratamentos em casos de doenças ou estados cerebrais graves, tais como Alzheimer, Parkinson e até mesmo coma. #Inovação #Medicina