Um dos maiores especialistas em #Zika Vírus do Reino Unido, professor Jeremy Farrar, rejeitou a carta aberta divulgada por um painel de 150 acadêmicos internacionais que pedem o adiamento ou até mesmo cancelamento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em função da ameaça que o zika vírus representaria em uma eventual epidemia de escala mundial, devido ao fluxo estimado de 500 mil de visitantes estrangeiros que virão ao Brasil para acompanharem as Olimpíadas.

Farrar é diretor da Wellcome Trust, uma fundação de pesquisa biomédica e caridade global, dedicada a melhorar a saúde através do apoio de várias áreas do conhecimento.

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Foi fundada em 1936, e no campo de financiamento privado de pesquisa, é a segunda maior entidade mundo, atrás somente da Fundação Bill & Melinda Gates.

Cientista renomado

Antes de ingressar na Wellcome Trust, Jeremy Farrar foi diretor da Unidade de Pesquisa Clínica da Universidade de Oxford no Vietnã, e suas áreas de especialidade eram doenças infecciosas, saúde tropical e infecções emergentes. Já contribuiu com mais de 500 artigos científicos publicados e participou de vários comitês consultivos da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Farrar acredita que adiar, mudar de local ou mesmo cancelar as Olimpíadas do Rio de Janeiro por causa do zika vírus seria algo perturbador e completamente desnecessário: “O número de viajantes para [o Brasil] e do [próprio] Brasil para os Jogos representam algo em torno de 0,25% das viagens mundiais”, disse ao jornal britânico Observer, alegando que “isso não representa um risco suficiente de propagação da doença, na minha opinião”.

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O especialista também aponta para outro fator, ressaltando que em agosto, quando serão realizadas as Olimpíadas, o aedes aegypti, transmissor do zika vírus, quase não é ativo em comparação com outras épocas do ano.

O professor afirmou ainda que se as olimpíadas fossem interrompidas por causa da ameaça de zika, outros grandes eventos que reúnem um número ainda maior de pessoas também teriam que ser cancelados, como por exemplo, o Hajj, nome dado à peregrinação feita pelos muçulmanos até a cidade santa de Meca, na Arábia Saudita, que reúne mais de 2 milhões de pessoas a cada ano. #Rio2016