O Supremo Tribunal Federal suspendeu, nesta quinta-feira (19), a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff que autorizava a fabricação e uso da substância fosfoetanolamina. O Supremo foi provocado a se posicionar sobre o assunto por meio de uma  Ação Direta de Inconstitucionalidade, impetrada pela Associação Médica Brasileira. Após a decisão do tribunal suspendendo a lei, a AMB celebrou a vitória. A Associação diz que não é contra a substância fosfoetanolamina, mas sim a sua liberação sem que se cumpram requisitos legais e constitucionais.

Para a entidade, a proibição de fabricação e venda era necessária, porque a substância não teve sua eficácia comprovada, não se sabe  quais tipos de câncer combate e são desconhecidos seus efeitos colaterais.

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A entidade diz ainda que a fosfoetanolamina põe em risco a saúde dos pacientes com câncer, diminuindo suas expectativas de vida. "Também poderia provocar abandono de tratamentos cientificamente aceitos”, defendeu o coordenador jurídico da entidade, Carlos Michaelis Jr, durante a sessão. 

Outra entidade que aprovou a decisão dos ministros foi a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. "A substância jamais passou por qualquer estudo clínico que comprovasse sua eficácia e segurança e nunca (teve seu registro solicitado) na Agência, como todos os medicamentos em uso no país são obrigados a fazer", disse em nota. O presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa, disse que a lei que autorizou o uso da fosfoetanolamina" ia totalmente contra tudo o que é praticado no mundo moderno e nos países civilizados", em uma crítica direta à presidente Dilma. 

Mesmo tendo o apoio das entidades médicas, a decisão do STF revoltou aqueles que vêem na pílula um sinal de esperança para lutar contra a #Doença.

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"Imaginem quantas indústrias farmacêuticas fechariam.  Imaginem quantos médicos perderiam seus patrocínios.  Vergonha. Se tem dúvidas sobre os efeitos dos resultados da fosfo, então porque ninguém abraçou a causa para tentar ajudar as pessoas que precisam? Perdi minha mãe ano passado por um maldito câncer de pulmão, sem nada poder fazer, e agora que surge uma ponta de esperança para tantos enfermos, os burocratas egoístas e interesseiros dão as costas para o povo pensando única e exclusivamente em seus bolsos. Lamentável", desabafa o vendedor Paulo Petry. 

A estilista Cristiane Galina concorda. "É porque nunca perderam um familiar na luta contra o câncer, pois o dia em que virem alguém que amam morrendo aos poucos sem esperanças, vão implorar pelo direito de tentar qualquer coisa que seja", disse. 

O placar final no Supremo Tribunal Federal foi de seis votos a favor da Associação Médica Brasileira (que pedia a proibição), e quatro contra. #Tratamento