Integrando o Rio 2016, com todas as suas inovações, o Museu do Amanhã é uma realidade que saiu do papel do arquiteto espanhol Santiago Calatrava para ancorar na praça Mauá, em dezembro de 2015, e dar nova vida ao lugar, atraindo muitos jovens. Autor de grandes obras ao redor do mundo, como Times Capsule, em Toronto, Bird I, no World Trade Center, em Nova Iorque, e Wave, em Dallas, o arquiteto projetou uma espécie de nave para falar de ciências no Rio de Janeiro e os jovens parecem saber que o Museu do Amanhã se destina a eles, fala a linguagem deles e lhes dá as boas vindas. Muitos adultos criticam o museu, como dirigido apenas aos jovens, mas o nome diz tudo: Museu do Amanhã.

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No folheto do museu pode-se ler: "O Amanhã é hoje. E hoje é o lugar da ação".

Parte do Porto Maravilha, que acaba de ganhar um boulevard e o primeiro teste do VLT com passageiros, o Museu do Amanhã se destaca na paisagem. "A região do centro do Rio vai ganhar um novo meio de transporte no primeiro semestre do ano que vem. Está prevista para abril a inauguração da primeira linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que lembra muito os bondes do começo do século XX, mas tem uma roupagem nova e muito mais moderna". O Museu do Amanhã parece ter vindo para ficar além das Olimpíadas 2016 e se define como "um museu de ciências diferente". De fato, a proposta desse museu não é apenas mostrar um determinado acervo, mas ser ele mesmo um exemplo de sustentabilidade e convite à convivência.

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O espelho d'água que cerca o museu utiliza a água do mar para alimentar a refrigeração do prédio, e a vizinhança é convidada a visitar o museu de graça, de acordo com o programa Vizinhos do Museu. 

Situado na Praça Mauá, 1, de frente para a baía de Guanabara, integrando uma das paisagens mais bonitas do mundo, o museu divide-se em três principais aspectos:  Educativo, instigando os visitantes a "pensar o Amanhã a partir de seus próprios saberes";  Laboratório de Atividades do Amanhã, uma "plataforma de criação em rede", que abriga cursos, eventos, exposições e oficinas, e Observatório do Amanhã, "o radar de informações do museu, que mantém atualizados os seus conteúdos".  Tudo isso projetado para atuar intensamente pelos próximos 50 anos, pelo menos. No site do museu, museudoamanha.org.br, pode-se ver horários, preços dos ingressos e eventos.

Observando-se a sua maquete e, depois, a sua construção, o público poderia se perguntar se seria mesmo possível erguer um museu assim no Rio. Mas, ao que parece, essa foi uma obra muito bem sucedida, com uma visitação de mais de 100 mil pessoas nas três primeiras semanas e mantendo-se alta até hoje. Caberá aos jovens responder às perguntas feitas pelo museu: De onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como queremos ir?  #Inovação