Talvez muitos não saibam, mas existem outras prioridades, além de crianças e idosos, na distribuição e aplicação da vacina contra os vírus da gripe H1N1, que tem deixado preocupados os cidadãos brasileiros.

Grupos prioritários para receber a vacina contra gripe

As prioridades foram definidas pela Secretaria de Saúde do Governo Federal e disponibilizadas no site Portal da Saúde e tem por finalidade atender os grupos de maior risco de contaminação pelo vírus da gripe H1N1, se dividindo em grupos, de crianças (de 6 meses e menores de 5 anos), idosos (com mais de 60 anos), gestantes, puérperas (que deram a luz recentemente ou em "resguardo"), trabalhadores da área da saúde, povos indígenas, população do sistema prisional e funcionários do sistema prisional.

Além destes grupos específicos, estão na lista de prioridades para receber a dose da vacina pessoas em condições clínicas de risco (que tem baixa imunidade), portadoras de doenças crônicas e várias outras como imunodepressão, diabetes, doenças hepáticas, obesidade crônica e transplantados em geral.

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O site do Portal da Saúde do governo disponibiliza lista completa para consulta dos casos que tem prioridade.

Prioridade da população carcerária

O  Ministério da Saúde esclarece que os grupos prioritários são definidos por uma referência técnica e estudos baseados em faixas etárias com maior numero de incidência de casos e população de pessoas mais suscetíveis, como é o caso da população carcerária e funcionários ligados aos sistemas carcerário.

No caso específico da população privada de liberdade, ou seja, que cumprem pena de prisão em sistema fechado ou semi aberto, a prioridade se da pela facilidade de contaminação devida a superlotação dos presídios.

Ambiente ideal para proliferação de doenças

Centros de detenção provisórias em todo país tem se tornado comum surtos de doenças infectocontagiosas (a exemplo da tuberculose) nestes meios, devido a alta população e falta de condições apropriadas para saúde dos detentos, como proximidade constante devido a superlotação, falta de banho de sol, falta de iluminação natural, falta de ventilação, etc., propiciando ambiente ideal para proliferação de doenças respiratórias, colocando em risco juntamente os funcionários que trabalham e tem contato constante com os doentes, a exemplo de carcereiros, policiais de escolta, delegados e até juízes em audiências.

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Evitar uma epidemia sem precedentes

O Ministério da Saúde considera que imunizando esta população a transmissão do vírus estará consideravelmente diminuída, evitando riscos de epidemias localizadas, a exemplo de casos ocorridos com outras doenças como tuberculose, Aids e DST.

Vale citar que dados do site do governo federal no Portal Brasil, apresentam dados alarmantes do déficit de vagas no Sistema Prisional Brasileiro, onde temos cerca de 607 mil encarcerados para quase metade de vagas, pouco mais de 376 mil, muitas vezes ferindo os direitos humanos, num pais já tão cheio de contrastes sociais e falta de ética em todos os setores da sociedade. #Doença #sistema de saúde