De acordo com as novas pesquisas sobre o impacto que dizimou os dinossauros, há 66 milhões de anos, elaborada pelos cientistas da Universidade de Bath (Inglaterra), a destruição causada pelo asteroide matou mais do que os pesquisadores acreditavam anteriormente. Aproximadamente 93% dos mamíferos do planeta foram 'varridos do mapa'.

Em depoimento à imprensa europeia, na segunda-feira (20), Nick longrich, à frente do estudo, salienta o fato das espécies mais frágeis serem as mais difíceis de se detectar: “Por serem raras, há menos probabilidade de encontrar seus fósseis”, comenta.

Ele explica que os estudos anteriores acreditavam na existência de poucas espécies de animais na era dos dinossauros, devido aos fósseis de várias espécies extintas se perderem com o impacto.

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“O registro fóssil se baseia nas espécies que sobreviveram”, salienta o cientista, ao avaliar que a destruição foi maior do que os pesquisadores supunham.

Apesar do asteroide ter matado quase toda a vida na superfície da Terra, Longrich conta que o número de animais no planeta se tornou duas vezes maior do que o existente antes da extinção em massa, após um período de 300 mil anos depois da colisão.

Segundo o estudioso, a rápida evolução dos mamíferos, posterior ao catastrófico evento, forneceu pistas falsas aos cientistas, dando a impressão que eles não foram afetados com gravidade pelo asteroide.  Entretanto, o acadêmico revela que apesar da ‘rápida’ recuperação, eles sentiram o fenômeno com mais intensidade do que as outras espécies: “A análise mostra que os mamíferos foram mais atingidos do que os outros animais, como os lagartos, as tartarugas e os crocodilos, mas provaram ser mais adaptáveis depois”, observa.

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A investigação publicada no Journal of Evolutionary Biology, evidenciou a falta de vegetação e de animais após a extinção como a principal causa da redução de alimentos disponíveis à época.

Nick longrich esclarece que o maior animal do planeta, depois da morte dos dinossauros e de quase todas as espécies, tinha no máximo o tamanho de um gato. Cientistas acreditam que durante 135 milhões de anos os dinossauros estiveram no topo da cadeia alimentar. Se durarmos tanto quanto eles, já estamos no ‘lucro’. #Inovação #Mídia #Curiosidades