Desde o momento do anúncio da descoberta de um novo planeta nas bordas do nosso sistema solar, em janeiro desse ano, astrônomos têm procurado entender a órbita e as características desse astro, batizado de planeta 9, e chamado pelos teóricos da conspiração de Nibiru (ou Planeta X).

Enquanto cientistas conjecturam a possibilidade do corpo celeste ser um exoplaneta, atraído ao nosso sistema solar por meio da atração gravitacional do sol, há 4,5 bilhões de anos, "conspirólogos" alegam que o corpo celeste, em algum momento, colidirá contra a Terra, matando todos os seres vivos do planeta.

Com objetivo de evitar boatos sobre o Planeta 9, como o proferido pelo astrônomo Paul Cox, que durante a aproximação do trânsito de Mercúrio em torno do sol, em maio passado, apontou a existência do hipotético Planeta X, o professor Andrew Coates, vice-diretor do Laboratório de Ciência Espacial, da universidade da Califórnia (UCL), destacou algumas características do objeto à imprensa internacional.

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Conforme o jornal britânico Daily Mail, desta segunda-feira (6), o estudo do suposto planeta foi realizado por meio de análises computacionais, pois, até o momento, ele não pôde ser observado pelos telescópios dispostos no espaço.

Atualmente, acadêmicos analisam a estrutura, órbita, possível origem, e se algum dia o Planeta 9 poderá ameaçar à Terra.

Veja abaixo as principais descobertas a respeito do polêmico astro.

Pode ter vindo de outro sistema solar

Conforme os pesquisadores, existem dois possíveis cenários para a origem do Planeta 9. A primeira hipótese refere-se ao fato dele ter se originado no centro do nosso sistema solar, sendo expulso de lá e indo parar na borda da galáxia por algum processo ainda desconhecido, talvez por meio de uma provável colisão contra outro objeto.

A outra possibilidade avalia que o nosso sol pode ter roubado o exoplaneta de uma estrela próxima à Via Láctea, há 4,5 bilhões de anos.

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Essa análise torna o Planeta 9 o primeiro corpo celeste oriundo de uma outra galáxia.

Cientistas também avaliam que as pesquisas de outros astros do sistema solar, com órbitas além de Netuno, poderão fornecer mais evidências sobre a origem daquele corpo celeste. Análises posteriores irão revelar se ele veio do centro da nossa galáxia, ou de fora dela.

Feito de ferro e gelo

Simulações de computador indicam que o astro é um gigante de gelo, com características semelhantes a Netuno e Urano.

O trabalho considera o Planeta 9 uma espécie de Urano em miniatura, com núcleo de ferro, composto de hidrogênio, hélio, camadas de gelo e manto de silicato.

A temperatura seria próxima a 226 graus Celsius negativos. 

Difícil de ser detectado

Apesar de os astrônomos não medirem esforços para encontrar o exoplaneta na nossa galáxia, eles revelam que, até o momento, toda a tecnologia espacial empregada para a observação do mesmo não tem gerado resultados.

No entanto, diversos outros telescópios serão usados no intuito de observar o Planeta 9, como o ALMA, no deserto do Atacama (Chile), entre outros aparelhos.

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Cientistas também acreditam que quando a sonda Cassini se aproximar de Saturno, ela terá a órbita afetada pela gravidade do astro. Contudo, muitos pesquisadores estão céticos com relação a essa hipótese.

O trabalho também sugere que o telescópio WISE, da Agência Espacial Americana (NASA), será capaz de detectar o planeta.  Os envolvidos na pesquisa acreditam que ele seja até 3,7 vezes maior que a Terra.

Não vai acabar com o nosso planeta

Pesquisadores consideram que devido a órbita do astro ser mais distante do que a de Plutão, é praticamente impossível ele colidir contra nós.

Contudo, teóricos da conspiração avaliam que podem existir outros objetos como ele, e que um deles pode vir em direção à Terra.

Porém, os estudiosos garantem não existir evidências de objetos capazes de colidir contra nós, apesar de ressaltarem observar astros próximos ao nosso planeta, com objetivo de monitorar suas órbitas. #Mídia #Curiosidades #Internet