De acordo com a revista Science, uma equipe de astrônomos do observatório australiano Compact Array descobriu algo bastante incomum orbitando o centro da Via Láctea. A descoberta descreve o fenômeno como gigantescas estruturas “invisíveis” a olho nu. Acredita-se que seu tamanho seja equivalente ao da órbita de um planeta como a Terra em volta do Sol. O fenômeno foi detectado pelo telescópio CSIRO’s. Segundo a revista, uma nova pesquisa deverá ser realizada nos próximos dias, afim de determinar suas dimensões e origem de forma mais detalhada.

Tais estruturas parecem ser formados por um material gasoso. Acredita-se que sejam nuvens formadas por gases presentes nas linhas gasosas das estrelas.

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Os pesquisadores também ressaltam para possibilidade de as supostas estruturas serem formadas por um material estranho, o qual possui uma espécie de avelã em sua volta. ''O centro do objeto parece ser oco. De acordo com observações, algumas estruturas possuem um aspecto no formato de uma folha de papel'', explica Keith Bannister, astrônomo responsável pela descoberta.

O fenômeno foi detectado durante observações de rotina. Uma das estruturas foi detectada dentro da galáxia denominada PKS 1939-315, há dois anos. De acordo com a pesquisa, estas estruturas estariam movendo-se lentamente pela galáxia. Os materiais detectados estão localizados a mais de 3.000 anos-luz de distância da Terra. O que mais chama a atenção dos pesquisadores é que tal fenômeno não possui um brilho próprio. Alguns sugerem que o brilho óptico captado pelas lentes do CSIRO’s sejam desprovidos de poeira cósmica ou de resíduos mais sólidos.

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De acordo com Bannister, o fenômeno não é referente á matéria escura. Para os astrônomos, a matéria escura é descrita como um fenômeno responsável em manter as galáxias unidas apesar de suas rotações distintas. O fenômeno descoberto não possui a mesma capacidade, pelo contrário, possui características semelhantes aos fenômenos bárions. Na teoria, os bárions são partículas compostas por 99% de massa atômica. Porém, depois da descoberta, acredita-se que menos da metade dos bárions estão “desaparecidos no universo'. A teoria do Big Bang sugere que pelo menos 5% do universo seja formado por átomos e bárions, entre outras matérias”.

Supõe-se que o resto da matéria estaria à espreita em algum outro lugar do universo. Acredita-se também que, com a recente descoberta, se ofereça a oportunidade para que se possa encontrar uma resposta e desvendar este mistério. Com o decorrer da pesquisa acreditamos que poderemos descobrir a respeito de como estas estruturas podem ter se originado", concluiu o pesquisador. #Curiosidades