Apesar de terem identificado diversos planetas fora do sistema solar (exoplanetas), que orbitam duas estrelas (sistema binário), cientistas anunciaram, recentemente, a descoberta do maior astro a orbitar dois sóis. Conforme noticiado pelo Smithsonian, nesta terça-feira (14), existe a possibilidade de haverem luas potencialmente habitáveis em torno desse corpo celeste, batizado de Kepler-1647 b.

De acordo com os pesquisadores, o planeta recém descoberto foi formado no mesmo período que a Terra (cerca de 4,4 bilhões de anos atrás). Ao contrário do nosso astro, considerado rochoso, o Kepler-1647 b é um gigante gasoso, com massa e tamanho aproximados de Júpiter, considerado o maior planeta do nosso sistema solar e o quinto em distância do Sol.

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Além de todas as peculiaridades, o Kepler-1647 b também tem uma das maiores órbitas já detectadas. Segundo os cientistas, o astro leva aproximadamente 1.107 dias terrestres para dar a volta completa em torno dos dois sóis. Nós, por exemplo, levamos 365 dias.

Os acadêmicos revelam que devido à órbita do planeta ser muito distante, diversos esforços tiveram que ser empenhados para observá-lo. “Os trânsitos não são regularmente espaçados no tempo e eles podem variar em duração e, até mesmo, profundidade”, fala o astrônomo William Welsh, da Universidade Estadual de San Diego, um dos responsáveis pela identificação do corpo celeste.

A extensa órbita do planeta é uma das características mais emblemáticas do astro. Localizado a cerca de 2,7 unidades astronômicas (UA), das duas estrelas, acadêmicos acreditam que ele pode estar situado numa zona conhecida como ‘cachinhos dourados’, local de calor e luz suficientes para a formação de água, semelhante à zona habitável em que a Terra se encontra, apesar da distância do nosso planeta ao Sol ser de apenas uma UA.

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Mesmo que esteja na ‘zona habitável’, estudiosos não alimentam esperanças de achar vida no local. No entanto, avaliam a possibilidade de existirem luas na zona ‘cachinhos dourados’.

Para o pesquisador Tobias C. Hinse, pode haver algum astro semelhante à Terra, naquela região do espaço.

“Há realmente uma região entre as duas estrelas e o planeta Kepler-1647 b, onde pode haver um planeta como a Terra em uma órbita estável por bilhões de anos. Ainda não detectamos. Mas é possível”, revela.

Astrônomos continuam a estudar o planeta com objetivo de aprenderem mais sobre o astro e a região a qual pertence. #Entretenimento #Inovação #Mídia