Uma recente descoberta astronômica, feita por meio de vários telescópios nas montanhas chilenas, impressionou diversos pesquisadores, após especialistas terem relatado a detecção de oxigênio em uma galáxia localizada a 13.1 bilhões de anos-luz da Via Láctea

Apesar dos cientistas observarem a galáxia SXDF-NB1006-2 nesse ano, devido a enorme distância cósmica, eles estimaram sua idade em ‘apenas’ 700 milhões de anos após o Big Bang, também chamado de a Grande Expansão.

Essa discrepância ‘espaço-temporal´ ocorre devido ao fato da luz desse objeto cósmico demorar para percorrer os bilhões de quilômetros até a Terra. Portanto, os estudiosos acreditam que houve oxigênio no passado da galáxia, já que o presente não é possível avaliar.

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De acordo com o noticiado no periódico britânico Express, no início da semana, o Observatório Europeu do Sul (ESO) atestou a análise dos acadêmicos, ao enfatizar que o estudo evidenciou a existência de oxigênio no início do universo, apenas 700 milhões de anos após a grande expansão.

Embora tenham identificado a presença do elemento logo após o Big Bang, os responsáveis pela constatação afirmaram que o oxigênio não existe em abundância no universo, mas que o surgimento desse gás incolor, inodoro e insípido, teria se formado pouco tempo após a grande expansão cósmica, há 13,8 bilhões de anos.

Conforme avaliou o coautor do estudo, Naoki Yoshida, da Universidade de Tóquio (Japão), a presença desse elemento era comum no início da formação cósmica. “A pequena abundância é esperada porque o Universo ainda era jovem e tinha uma breve história de formação de estrelas naquela época”, comentou.

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Além do oxigênio, os astrônomos notaram evidências de poeira naquela galáxia. Segundo a comunidade científica, a descoberta é mais uma evidência na incansável busca para desvendar os ‘infinitos’ mistérios do universo.

Via Láctea

Chamada de Via Láctea, ou Via Látea, a nossa galáxia tem a forma de uma espiral que compreende o sistema solar, até o momento o único sistema planetário reconhecido. Observada da Terra, ela surge no céu noturno como uma faixa brilhante e difusa, recortada por nuvens moleculares que dão a ela aspecto irregular e intrincado. A visibilidade da nossa galáxia é severamente comprometida pela poluição luminosa. Salvo raras exceções, todos os corpos celestes vistos a olho nu pertencem a ela. #Inovação #Mídia #Curiosidades