De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (7) por organizadores das Olimpíadas do Rio de Janeiro e autoridades de saúde, o número de casos registrados de #Zika Vírus tem caído drasticamente nas últimas semanas, e se o padrão se mantiver, este mesmo número deve ser praticamente nulo no Rio de Janeiro durante o mês de agosto, quando serão realizados os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos.

Segundo modelos de computador elaborados e publicados em abril pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, apenas um ou dois tipos de turistas têm chance de contrair o zika vírus durante as três semanas em que acontecem as competições.

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Clima favorável

"Os números de zika começaram a diminuir rapidamente em abril", informou João Grangeiro, chefe médico oficial dos Jogos do Rio 2016, em uma conferência para a imprensa, acrescentando ainda que o clima mais frio e seco que ocorre naturalmente durante o inverno no hemisfério sul vai reduzir as populações de mosquitos aedes aegypti, o que diminui o risco de infecções.

De fato, nenhum caso de zika vírus foi relatado nos 44 eventos-teste realizados em preparação para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, dos quais participaram cerca de sete mil atletas, oito mil voluntários e dois mil funcionários. A programação dos eventos-teste começou em agosto de 2014 e foi concluída em maio deste ano. Muitos destes eventos, portanto, ocorreram nos meses de verão, quando o mosquito transmissor está mais ativo, e mesmo assim, nenhum caso foi registrado enquanto as competições eram realizadas.

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Ainda assim, a Organização Mundial de Saúde está aconselhando que atletas e turistas que virão ao Rio de Janeiro se protejam de picadas de mosquitos, usando repelentes de insetos e dando preferência a roupas de cores claras que cubram a maior parte possível do corpo. E como o vírus pode ser transmitido sexualmente, a OMS pede que os visitantes pratiquem sexo seguro ou se abstenham de sexo durante a sua estadia no Rio, e evitem relações íntimas por pelo menos oito semanas após o regresso aos seus países.

A única restrição total orientada pela OMS está relacionada com as mulheres grávidas, que são desaconselhadas a viajarem para áreas que registram transmissão de zika vírus, incluindo o Rio de Janeiro. #Rio2016