O último encontro realizado nesta terça-feira (14), na Suíça, reuniu especialistas do comitê de especialistas da OMS, com foco nos Jogos Olímpicos 2016 que serão realizados no Rio de Janeiro. O encontro teve como foco o risco de transmissão do zika vírus durante o período dos Jogos Olímpicos, sendo este período, um momento de grande fluxo de turistas no país.

O manifesto feito por cientistas internacionais alertando para os riscos do zika foi o que levou à avaliação realizada na Suíça. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a uma avaliação final de que o risco de transmissão do vírus é baixo, pelo fato do evento acontecer durante o inverno, período de grande redução no número do mosquito aedes aegypti, o responsável pela transmissão do #Zika Vírus.

Publicidade
Publicidade

Apesar do manifestos feito pelos cientistas de várias partes do mundo, pedindo que as Olimpíadas fossem adiadas ou transferidas em nome da saúde pública, a avaliação da OMS não deixou de alegar o baixo risco de transmissão da doença, devido à época do ano e concluiu que existe a possibilidade de que o zika vírus se espalhe por várias partes do mundo, não por conta das Olimpíadas e sim, devido ao fluxo grande de viajantes durante todo o ano.

No entanto, apesar de sua afirmação e da decisão de não adiar ou cancelar as Olimpíadas devido ao zika vírus, a OMS manteve a doença como emergência de saúde, reforçando a recomendação que já havia sido feita para que grávidas não viajem para os países de transmissão do vírus. Apesar de contar com um baixo número de proliferação do mosquito aedes aegypti, durante o inverno, a expectativa é de que atletas e turistas tomem as devidas precauções de prevenção para reduzir ainda mais os riscos, como por exemplo, fazer sexo seguro.

Publicidade

Controvérsias

Mesmo com as afirmações feitas pela OMS, a sociedade científica não está satisfeita com a situação. O grupo de cientistas que fizeram o manifesto alegam que a posição tomada pelo governo brasileiro e pela OMS é de perigo e coloca em risco a saúde de muitas pessoas.

É fato que tem a questão econômica, como os ganhos do Brasil durante as Olimpíadas e os gastos que já foram feitos, mas o professor canadense, Amir Attaran, afirma que questões de saúde pública precisam ser separadas dos interesses econômicos. #Rio2016