No tempo da Guerra Fria (1947 a 1991), os Estados Unidos e a extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) competiam para ver qual país seria o pioneiro na exploração espacial.

Para as grandes potências econômicas, pesquisar o universo faz parte da agenda do desenvolvimento tecnológico e científico. No entanto, desde o início do século 21, a China começou a surgir nesse cenário, ao investir bilhões em pesquisas e em tecnologias astronômicas, com objetivo de ‘abocanhar’ uma fatia desse mercado, que parece não ter crise.

Agora, o país pretende iniciar a terceira fase da missão de exploração chinesa na lua, em 2017, ao preparar o envio da sonda lunar Chang'e 5 aos polos Norte e Sul do satélite com a finalidade de recolher amostras daquelas localidades e enviá-las à Terra até o segundo semestre do mesmo ano.

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De acordo com informações da revista online Science World Report (SWR), a primeira fase da missão chinesa à lua teve início com o lançamento do satélite Chang´e 1, enviado à órbita lunar em 2007. A segunda fase contou com o envio de uma sonda à superfície do astro, em 2013, que resultou em diversas fotos de alta qualidade do nosso satélite natural.

A revista destaca a importância da missão, que poderá explorar as crateras sombreadas da lua, onde existe a suspeita de água congelada, formada por moléculas de oxigênio e hidrogênio, devido aos impactos de cometas naquelas áreas.

Caso a terceira fase da exploração chinesa obtenha êxito, num futuro próximo, a superfície do astro poderá ser usada como uma espécie de ‘ponto de descanso’ para veículos espaciais que estiverem em missões no universo distante, avalia a SWR.

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Em 2003, a China rompeu a hegemonia espacial da Rússia e dos Estados Unidos ao enviar um cosmonauta ao espaço.

O país, que defende a exploração do cosmos, revelou a intenção de enviar um astronauta a Marte até 2020. A China também apresentou a nova geração de foguetes, capazes de transportar diversos instrumentos pelo espaço.

Além dos investimentos em foguetes e explorações do universo, eles pretendem renovar até o final do ano os laboratórios espaciais e satélites. #Inovação #Mídia #Curiosidades