Ao menos uma vez na vida a maioria das pessoas já ficou com os pelos arrepiados ou sentiu aquele ‘friozinho’ na espinha, ao ouvir uma canção. Embora pareça uma simples reação do nosso organismo às emoções, há muito tempo cientistas discutem a origem química responsável por desencadear esse processo.

Agora, conforme reportado pelo Smithsonian, o maior complexo de Museus e institutos de pesquisas do mundo, situado em Washington (EUA), um novo estudo publicado na revista Cognitive Social e Affective Neuroscience, explicou as causas desses arrepios, geralmente percebidos em ambientes de baixas temperaturas, quando o neurotransmissor dopamina é ativado e liberado em grandes quantidades, ocasionando a reação.

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De acordo com um dos pesquisadores, Mitchell Colver, doutorando na Universidade de Utah, embora os arrepios – também chamados de Frissons - aconteçam com mais frequência ao ouvir música, eles também podem surgir quando uma pessoa aprecia alguma arte, ou assiste a um filme

Com objetivo de analisar o que ocorre no cérebro durante os ‘Frissons’, um grupo formado por pesquisadores de Harvard e da Universidade Wesleyan, ambas nos Estados Unidos, selecionou dez pessoas que alegam experimentar com frequência os ‘arrepios’ ao ouvir música. Também foram escolhidos dez sujeitos que nunca sentiram o fenômeno.

'Cérebros diferentes'

De acordo com a análise cerebral dos indivíduos que mostraram esse tipo reação, efetuada por meio de um método chamado tensor de difusão (DTI/ sigla em inglês), que mostrou as regiões interligadas do cérebro no momento em que os sujeitos ouviam variados tipos de músicas, seus cérebros apresentaram conexões diferentes, quando comparados aos das pessoas que nunca tiveram os ‘arrepios’.

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O estudo indicou que eles tinham mais fibras nervosas no córtex auditivo, responsável pelo processamento do som, e que esse córtex também estava conectado com regiões que podem controlar as emoções.

Matthew Sachs, um dos autores da pesquisa, avaliou que a maior conexão entre algumas regiões da massa encefálica, foi o responsável pelo desenvolvimento desse tipo de evento. “Nós pensamos que a conectividade entre o córtex auditivo e essas outras regiões está permitindo que a música tenha essa profunda resposta emocional nessas pessoas”, salientou o acadêmico, ao enfatizar a dificuldade em descobrir se esses indivíduos desenvolveram mais fibras ao longo do tempo, ou se naturalmente eles já tinham mais fibras. “Tudo o que podemos dizer é que existem diferenças que podem explicar o comportamento que vemos”, concluiu.

Portanto, se você é daqueles que se arrepiam com uma canção, saiba que seu cérebro é um pouco diferente da maioria. #Inovação #Mídia #Curiosidades