Após a Agência Espacial Americana (NASA) ter anunciado evidência de água líquida na superfície de Marte, em 28 de setembro passado, a expectativa de que o planeta pudesse ser futuramente habitado havia ganhado força no meio científico. Agora, em novo comunicado, cientistas provaram ser possível o cultivo de diversos alimentos em solo marciano, aumentando ainda mais a possibilidade de uma colônia humana no astro.

Para isso, os pesquisadores da Universidade de Wageningen e do Centro de Pesquisa Wageningen, na Holanda (Países Baixos), simularam as condições do planeta vermelho e da lua, antes de plantarem verduras, cereais e tomates.

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Embora eles acreditassem na possibilidade dos alimentos desenvolverem perigosos níveis de metais tóxicos ao organismo humano, acabaram se surpreendendo com o excelente valor nutritivo das primeiras comidas ‘extraterrestres’.

Conforme reportado pelo jornal inglês The Telegraph, um dos cientistas envolvidos na pesquisa, Wieger Wamelink, constatou a qualidade dos alimentos. “Para rabanete, ervilha, centeio e tomate, fizemos uma análise preliminar e os resultados são muito promissores. Nós podemos comê-los”, confidenciou.

O aparente êxito no desenvolvimento de alimentos em solo ‘marciano’ serviu para aumentar a confiança dos futuros exploradores que precisarão cultivar a própria comida no planeta vermelho e na lua. Segundo a Agência Espacial Americana (NASA), uma colônia deverá ser implantada em Marte por volta de 2030.

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Entretanto, a Agência Espacial Europeia (ESA) almeja retornar ao nosso satélite natural em poucos anos. Para isso, também será oportuno plantar os alimentos em solo lunar.

Embora vários cultivos tenham se desenvolvido de forma satisfatória, a pesquisa mostrou que os rabanetes não alcançaram os resultados desejados. De acordo com os pesquisadores, os legumes apresentaram elevados níveis de alumínio, ferro e níquel, além de terem o crescimento reduzidos em solo lunar.

Mesmo que a simulação de alimentos no solo do planeta vermelho tenha gerado bons resultados, os estudiosos não tiveram certeza se as propriedades do terreno de Marte e da Lua seriam equivalentes aos experimentos reproduzidos na Terra.

Para eles, a dificuldade em saber se a quantidade de metais pesados seria a mesma do experimento no nosso planeta, relaciona-se ao contexto da gravidade. Cientistas avaliam que não há como saber como os alimentos se desenvolvem em microgravidade, a não ser realizando uma pesquisa ‘no local’.

Num futuro breve, eles planejam plantar feijão, batatas e outros alimentos.  #Inovação #Mídia #Curiosidades