Apesar de os nossos oceanos chegarem a medir até 11 quilômetros (km) de profundidade, eles estão longe de serem considerados os mais profundos. Cientistas avaliam que um planeta com a mesma massa da Terra pode ter um oceano até 15 vezes mais profundo do que os nossos.

Agora, uma pesquisa recente, conduzida pela cientista Lena Noack, do Observatório Real da Bélgica, após estudar mundos rochosos com oceanos profundos, sugere a possibilidade de haver vida sob as camadas de gelo em diversos corpos celestes.

Conforme o periódico britânico Daily Mail, edição de quarta-feira (15), os acadêmicos notaram que um planeta com massa semelhante à Terra pode ter uma camada de gelo de alta pressão, cuja profundidade abaixo do gelo pode chegar próximo a 170 km, infinitamente mais profundo do que qualquer leito oceânico da Terra.

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Eles supõem a existência de água em estado líquido abaixo das camadas de gelo, devido ao calor liberado no interior desses astros.

Publicada na revista científica Icarus, a pesquisa elaborada por Lena e sua equipe, avalia a possibilidade de planetas conterem oceanos líquidos abaixo das camadas congeladas na superfície.

“Nós achamos que o calor que flui para fora do manto de silicato pode derreter uma camada de gelo a partir do interior, dependendo da espessura do gelo, da massa do planeta, da temperatura da superfície e de outros parâmetros”, destaca o estudo divulgado na Icarus, ressaltando o fato de o modelo ser aplicado a planetas até dez vezes o tamanho do nosso. Segundo os cientistas, acima desse limite, a pressão da gravidade seria tão intensa que impediria a formação de água líquida abaixo do gelo.

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Entre os diversos planetas fora do sistema solar (exoplanetas) candidatos a conterem vida nos oceanos, dois são fortes candidatos: Kepler 62e e Kepler 62f, ambos localizados numa zona habitável.

Cientistas avaliam a probabilidade de o Kepler 62e ser aproximadamente 1,6 vezes maior do que a Terra. Eles acreditam que o 62f pode ser até 1,4 vezes superior ao nosso planeta em tamanho.

Além de destacarem dois exoplanetas como propensos candidatos a hospedar vida, os estudiosos usaram o modelo, que é apenas teórico, em mundos da Via Láctea.

Durante o estudo, observaram a lua de Júpiter, Ganimedes. Ela pode ter uma grande quantidade de água em estado líquido, dependendo do calor em seu interior.

Os pesquisadores pretendem aplicar o método em outros corpos celestes. Mais avaliações serão realizadas com finalidade de comprovar a teoria.  #Inovação #Mídia #Curiosidades