Enquanto o Projeto de Lei 1755/07, de autoria do Deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que proíbe a comercialização de refrigerantes nas escolas de educação básica, públicas ou privadas, tramita na #Câmara dos Deputados, decisões do segmento industrial de bebidas já refletem seus efeitos: três grandes do setor - Ambev, Coca-Cola e PepsiCo - anunciaram, nesta quarta-feira (22), que irão promover alterações em suas políticas de venda de refrigerantes nas escolas. Desse modo, nas escolas, com crianças de até 12 anos de idade, apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos serão fornecidos, já por iniciativa das próprias indústrias, segundo o comunicado distribuído.

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A grande preocupação que tem mobilizado o país e, a partir daí, as manifestações que se observam no âmbito do Legislativo, reside na obesidade infantil, profundamente afetada pelo consumo de refrigerantes, sobretudo nas cantinas escolares, que fogem ao alcance da orientação familiar, quando esta existe. Sabe-se que 15% de nossas crianças estão acima do peso, de acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica.

Os quilos a mais no peso de uma criança, que caracterizam a obesidade, podem trazer como consequências hipertensão, índices elevados de colesterol e diabetes, entre outros agravos, se não tratados adequadamente. A má alimentação, fatores genéticos e o sedentarismo constituem os principais agentes contribuintes para a condição de obesidade da criança.

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Por sua vez, o esforço de médicos, nutricionistas, educadores e segmentos organizados da sociedade, no sentido de se reduzir hábitos não saudáveis e se aprimorar a alimentação voltada para a saúde, tem provocado quedas no mercado de refrigerantes. O Projeto de Lei, ora tramitando naquela casa legislativa federal, somado à anunciada iniciativa das grandes indústrias de bebidas, vem fortalecer o movimento salutar pelo controle da obesidade entre as crianças. #Alimentação Saudável