O que a Grécia atual tem de pequena no seu tamanho geográfico, tem de grandiosidade nos seus legados milenares à humanidade, beneficiando, ainda hoje, a muitas pessoas. Por exemplo, atualmente, estudiosos estão descobrindo gradativamente novos segredos e características singulares do objeto que é conhecido como o 1º "computador" do mundo, inventado pelos gregos. Com idade superior a 2.000 anos, o computador grego era o correlato de uma calculadora voltada para os astros conhecidos na época. O impressionante é que o objeto em si podia "prever o futuro". 

As mais de 30 engrenagens, todas feitas de bronze, são conhecidas no mundo científico como a Máquina de Anticítera, mas o porquê desse nome? Anticítera é, na realidade, o nome de uma bela ilha grega, onde, em um naufrágio explorado em 1901, acabou se descobrindo o artefato em questão, sendo o mesmo existente desde 60 a.C.

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e, indubitavelmente, os pesquisadores o consideram como a máquina mais avançada, construída naquela época ancestral. 

A Máquina de Anticítera foi tão brilhantemente idealizada que conseguia, facilmente, mapear os céus e as localizações do Sol, da Lua, de outros corpos celestes e até de determinados planetas já conhecidos na ocasião, como Vênus e Marte.

 

Por meio de 3 mostradores acoplados na máquina, a mesma exibia as posições com precisão desses corpos celestes, usando como parâmetro uma regulagem ou medição do tempo. O famoso jornal norte-americano, The Washington Post, narra que os gregos, por meio da Máquina de Anticítera, ajustavam o calendário para o agendamento de uma Olimpíada, evento esportivo e religioso, extremamente importante para a Grécia. 

Na atualidade, os estudiosos do computador conseguiram “ler” uma parte específica dos escritos antigos da máquina, que estavam carcomidos pelo tempo, atestando, assim, que um dos dados apresentados era, nada mais nada menos, a cor de um eclipse. 

Tanto é que o professor de astrofísica da Universidade de Cardiff, localizada no país de Gales, Mike Edmunds, que vem pesquisando a máquina por mais de 10 anos, disse que a interpretação exata do que estava escrito não pode ser feita, todavia, existem suposições de que, para os gregos, uma determinada cor de um eclipse qualquer, poderia ser um bom ou mau presságio, uma vez que, para eles, existiam cores melhores do que outras. 

Enfim, tudo isso remonta a frase do célebre filósofo grego Aristóteles: “o ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflete”.

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#Inovação #História #Curiosidades