Com dificuldade para inflar o Módulo de Atividade Expansível Biglow (BEAM), no espaço desde o início de abril, a Agência Espacial Americana (NASA), finalmente conseguiu expandir a estrutura, conhecida no Brasil como ‘habitat Inflável’, na madrugada desta segunda-feira, 6.

De a acordo com informações da NASA, publicadas na página da agência na #Internet, os primeiros a entrarem na ‘casa espacial’, foram os astronautas Jeff Williams, engenheiro de voo, responsável por abrir a escotilha, e o colega, o cosmonauta russo Oleg Skripochka.

Embora eles tenham conseguido inflar o BEAM, nesse primeiro momento os cientistas não permanecerão no interior do objeto.

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Segundo a agência, Williams entrou no ‘habitat inflável’ apenas para analisar a qualidade do ar no interior do ambiente, e enviar as informações sobre a dinâmica da expansão da estrutura, por meio de sensores, aos controladores da missão, situados em Houston, Texas (EUA).

Em contato com os controladores da missão, o engenheiro de voo relatou à NASA que a temperatura estava baixa no interior do BEAM, além de ressaltar não haver evidências de condensação nas superfícies internas do ‘habitat’.

O norte-americano, e os funcionários da NASA, no Centro Espacial Johnson, em Houston, passaram mais de sete horas inflando o objeto no espaço, sábado, 28 de maio, embora só tenham observado o interior do módulo no dia 6 de junho.

De acordo com a agência, o BEAM permanecerá dois anos no espaço. O principal objetivo da NASA é avaliar se a estrutura poderá servir de abrigo em futuras explorações espaciais, como a ida do homem a Marte, em algumas décadas.

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Em 8 de abril, a entidade enviou o ‘habitat inflável’ a bordo de uma nave espacial de carga da empresa SpaceX, no Cabo Canaveral, Flórida. Ele foi anexado ao módulo ‘Tranquility’ da Estação Espacial Internacional (ISS) uma semana após o lançamento.

Conforme a agência, depois que Williams concluir o trabalho, que poderá levar dias, ou meses, a escotilha será fechada. No entanto, no período de dois anos, astronautas poderão entrar no ambiente, caso seja necessária alguma pesquisa ou manutenção na estrutura do objeto.

“Membros da tripulação ocasionalmente entrarão no módulo nos próximos dois anos para verificar as condições do BEAM”, escreve a NASA.

#Inovação #Mídia