Embora as aves, os insetos e alguns mamíferos, como as baleias e os cachorros, sejam capazes de detectar o campo magnético da Terra, usado como uma espécie de ‘mapa’ por esses animais, a ciência sempre negou essa capacidade aos humanos. No entanto, o geólogo Joe Kirschvink do Instituto de Tecnologia da Califórnia, destacou ter identificado o que ele chamou de ‘magnetopercepção’ – senso magnético – nos seres humanos.

Por meio de um pequeno estudo não oficial, com a participação de 24 voluntários, o cientista constatou que os humanos têm ‘magnetorreceptores em funcionamento’. A pesquisa foi apresentada durante a reunião do Royal Institute of Navigation (Reino Unido), em abril desse ano.

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Apesar do trabalho não ser avaliado como prova definitiva pela ciência, o geólogo já recebeu 900 mil dólares de financiamento para provar a existência de um sexto sentido magnético nos seres humanos. Os estudos foram feitos em laboratórios do Japão e da Nova Zelândia.

Conforme noticiado num jornal de grande circulação no Reino Unido, o Express, nesta segunda-feira (27), os pesquisadores ainda não conseguiram identificar como os ‘magnetorreceptores’ funcionam. Porém, especialistas sugerem que o campo magnético da Terra pode desencadear reações quânticas nas proteínas conhecidas como cryptochromes. Encontrada nas retinas de aves e cachorros, acadêmicos suspeitam que ela possa transmitir informação magnética ao cérebro. Eles também conjecturaram a possibilidade de células receptoras no corpo humano conter um mineral de ferro magnético conhecido como magnetite, que se posiciona de acordo com o campo magnético.

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O trabalho de Kirschvink, cuja finalidade foi investigar a relação das células receptoras com o magnetismo terrestre, se limitou a tentar provar que os indivíduos têm a capacidade de detectar o fenômeno.

Para chegar ao resultado, o cientista projetou uma gaiola de Faraday - escudo fino composto por alumínio que filtra o ruído do fundo eletromagnético por meio de bobinas de fio. Os participantes tiveram a atividade cerebral analisada, enquanto estavam no interior da gaiola, em uma sala escura, onde foram expostos ao campo magnético da Terra sem interferência.

De acordo com Kirschvink, foi aplicado um campo magnético rotativo no interior da estrutura, que evidenciou que, quando ele girava no sentido horário, era constatado uma redução de onda alfa nos voluntários, indicando que o cérebro estava processando o campo.

Na avaliação do acadêmico, a ‘magnetopercepção’ faz parte da nossa história evolutiva e pode ser considerado como o sentido primordial dos humanos.

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