Membros do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre), apontaram o conjunto de radiotelescópios conhecido como Allen Telescope Array (ATA), localizado na Califórnia, Estados Unidos, para o sistema estelar Trappist 1, composto de uma estrela tipo anã vermelha e de pelo menos 3 exoplanetas.

As buscas tradicionais feitas pelo SETI têm procurado por possíveis sinais de rádio artificialmente produzidos por civilizações extraterrestres inteligentes de forma aleatória, abrangendo o maior número possível de estrelas. Agora, no entanto, as atenções do SETI estão voltadas para estrelas em torno das quais já foram detectados planetas extrassolares.

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Exoplanetas

O ATA tem usado dados obtidos pela missão Kepler, da NASA, por uma questão de lógica simples: o telescópio da agência espacial americana pode, além de detectar planetas orbitando outras estrelas, identificar seu tamanho físico, calcular sua órbita e determinar se algum destes mundos distantes está dentro da chamada “zona habitável”.

A zona habitável é a região ao redor de uma estrela que permite a existência de condições favoráveis para que um planeta rochoso, assim como a Terra, tenha água em estado líquido. Uma vez que a água neste estado é essencial para a vida como é conhecida, os cientistas acreditam que ela também possa levar ao surgimento de vida extraterrestre em outros mundos.

Sinais de rádio

A humanidade tem enviado sinais de rádio há mais de 100 anos, desde o advento das transmissões comerciais no início do século XX.

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Isso significa que, em teoria, qualquer civilização alienígena distante até 100 anos-luz da Terra, com instrumentos receptores suficientemente sensíveis, poderia estar ciente de nossa existência.

E supondo que uma civilização extraterrestre tenha passado por estágios de desenvolvimento semelhantes aos da humanidade, os alienígenas também poderiam estar emitindo ondas de rádio. É exatamente isso o que o SETI está fazendo: tentando “escutar” as estrelas.

Trappist 1 foi selecionado para uma investigação do SETI por estar próximo da Terra, localizado na constelação de Aquário, a pouco mais de 39 anos-luz de distância - o que é considerado “perto” na escala  cósmica. Além disso, este sistema de três planetas é potencialmente habitável.

Se existe, de fato, uma civilização alienígena capaz de se comunicar com a Terra em Trappist 1, só o tempo dirá. Caso contrário, os cientistas terão que continuar “escutando”. #Curiosidades #EUA