Numa sociedade cada vez mais competitiva, o aumento da capacitação em determinadas áreas serve de complemento para a carreira da maioria dos profissionais. Apesar dos trabalhadores  serem, atualmente, mais tecnicamente preparados do que seus antecessores, mas em breve, eles serão obrigados a disputar uma oportunidade de emprego com uma nova classe de profissionais: os robôs. 

Embora a crença de que os androides substituirão os humanos pareça distante da nossa realidade, isso já acontece, ao menos na Bélgica. 

De acordo com informações divulgadas na imprensa europeia, nesta terça-feira (14), dois hospitais belgas já contam com a presença de robôs na recepção.

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Além de prestarem informações ao público, eles são programados com conhecimento básico de #Medicina

Chamados de Pepper (Pimenta), os assistentes humanoides falam devagar e trepidam ao se moverem, em nada se parecem fisicamente com um ser humano. Contudo, eles são extremamente cordiais ao lidar com as pessoas, nos hospitais de Ostend e Liege. 

Com a cabeça redonda, semelhante a uma bola de futebol e um monitor de computador acoplado à caixa torácica, eles são os primeiros ‘homens de lata’ do mundo usados para darem informações aos doentes num ambiente hospitalar. 

Além de fornecerem informações como recepcionistas, os robôs poliglotas superam até os mais capacitados humanos em conhecimentos linguísticos. Eles falam e entendem 20 idiomas diferentes. Os autômatos também conseguem reconhecer se estão falando com uma mulher ou criança.

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Segundo a empresa belga Zora Bots, responsável pelo desenvolvimento do software dessas máquinas, cada robô custa 23.775 euros, e seus componentes são adquiridos na Ásia. A montagem ocorre na França. 

Essa é a primeira vez que eles são usados em ambiente hospitalar. De acordo com um porta-voz da empresa, anteriormente eles foram testados em lojas no Japão e na França. 

“É a primeira vez que eles serão utilizados na recepção", fala o funcionário. Este não é o primeiro robô usado na interação com humanos. Outro autômato, chamado de ‘Nao’, fabricado pela empresa francesa Aldebaran Robotics, está sendo usado em instituições de ensino em todo o mundo, para interagir com alunos e objetos.

Atualmente, os ‘Peppers’ são dispostos nos departamentos geriátricos e pediátricos dos hospitais em Liege e Ostend, como forma de companhia aos doentes, uma espécie de acompanhante robótico, capaz de trocar algumas informações com os pacientes.

Se a concorrência já é considerada um empecilho na hora de garantir uma vaga no mercado de trabalho, daqui a poucas décadas será quase uma ‘missão impossível’ disputar esses empregos com nossos ‘irmãos’ de lata.

#Inovação #Curiosidades