Usando o Telescópio Espacial Hubble, em uma parceria entre a agência espacial americana (NASA) e a europeia (ESA), astrônomos detectaram um impressionante show de luzes sobre um dos polos de Júpiter, o maior planeta do sistema solar.

O planeta gigante é famoso pelas suas tempestades – entre as quais se destaca a Grande Mancha Vermelha. Esta é a maior tempestade ativa de todo o Sistema Solar, com ventos atingindo 600 km/h, e, atualmente, é grande o bastante para abranger todo o diâmetro da Terra.

Além de toda a beleza do planeta que pode ser apreciada no espectro da luz visível, os cientistas têm se concentrado em outra característica sua, que se torna observável através da capacidade que o Hubble tem de “enxergar” em ultravioleta.

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Auroras

As extraordinárias luzes azuladas sobre Júpiter que podem ser vistas na imagem que ilustra esta reportagem, são as chamadas auroras, causadas quando partículas de alta energia provenientes do Sol entram na atmosfera do planeta, perto de seus polos, colidindo com átomos de gás.

As auroras de Júpiter estão sendo monitoradas pelo Hubble e pela Missão Juno, da NASA, que chegará ao planeta no início de julho. Enquanto o Hubble observa e mede as auroras, Juno mede as propriedades da energia solar que as causa.

Jonathan Nichols, da Universidade de Leicester, no Reino Unido, e principal investigador do estudo, está empolgado com o fenômeno, alegando que as atuais auroras estão entre as mais ativas que ele já viu: "É quase como se Júpiter estivesse dando uma festa de fogos de artifício para a chegada iminente de Juno", declarou.

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Para destacar mudanças no padrão e abrangência das auroras, o Telescópio Espacial Hubble tem observando Júpiter quase que, diariamente, durante vários meses. Usando o espectrógrafo de imagem ultravioleta do telescópio, os cientistas podem criar vídeos demonstrando o movimento do fenômeno. As auroras jupiterianas são centenas de vezes mais energéticas do que auroras da Terra, e ao contrário das terrestres, as de Júpiter nunca cessam.

Enquanto na Terra as auroras mais intensas são causadas ​​por tempestades solares - quando partículas carregadas do Sol atingem a atmosfera superior, excitando os gases ali presentes e fazendo-os em brilhar em tons de vermelho, verde e roxo - Júpiter tem uma fonte adicional para o fenômeno ocorrer: seu próprio e intenso campo magnético, que captura partículas carregadas de seu entorno - não só as provenientes do Sol, mas também as de sua lua Io, conhecida por seus inúmeros e grandes vulcões.   #Curiosidades #Europa #EUA