No início do mês, cientistas comemoraram o sucesso de um novo tipo de tratamento para combater a esclerose múltipla (EM). De acordo com o jornal inglês The Telegraph, desta sexta-feira (10), pacientes que estavam gravemente incapacitados, agora conseguem andar, trabalhar e até esquiar.

A inédita terapia consiste em destruir por completo o sistema imunológico do doente, para depois reconstruí-lo.  Conforme a reportagem, é a primeira vez em todo o mundo que um tratamento consegue reverter a esclerose múltipla.

Pesquisadores explicam que a nova técnica utiliza um método para combater a leucemia, que envolve quimioterapia para erradicar completamente o sistema imunológico afetado pela #Doença, antes de reconstruí-lo por meio de uma transfusão de células da medula óssea.

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Conforme os médicos, dos 24 pacientes tratados há sete anos com a nova técnica, a maioria já teve melhoras significativas. Em 70% dos doentes, a esclerose múltipla regrediu. Em 40% dos casos, eles voltaram a enxergar e a andar.

“Os participantes foram capazes de retornar ao trabalho, ou à escola. Também conseguiram se casar e ter filhos”, escreve a jornalista Sarah Knapton, do Telegraph.

Diagnosticada com a doença desde 1996, Jenifer Molson recebeu transplante de células estaminais (células que podem se diferenciar em diversas linhagens celulares, tendo a capacidade de se autorrenovar e de se dividir indefinidamente) em 2002.

Antes de iniciar a nova terapia, ela recorda que não conseguia caminhar, ou trabalhar. “Precisava de alguém para cuidar de mim”, lembra.

No entanto, sua vida mudou ao começar o novo tratamento, que promete aumentar as esperanças dos indivíduos afetados pela mazela.

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“Agora, sou capaz de caminhar sozinha. De viver na minha própria casa e trabalhar em tempo integral. Graças a essa pesquisa eu tive uma segunda chance na vida”, comemora.

O método

De acordo com os pesquisadores, eles fornecem ao paciente uma medicação usada para transferir as células-tronco da medula óssea para o sangue.

Na sequência, as células estaminais são recolhidas do sangue, purificadas e congeladas. Depois, elevadas doses de quimioterapia são usadas para ‘destruir’ o debilitado sistema imunológico do doente.

Por último, as células estaminais são congeladas e transplantadas de volta para o paciente, para que um novo sistema imunológico surja, substituindo o anterior, responsável por atacar o sistema nervoso central.

Atualmente, cientistas avaliam os efeitos colaterais da terapia.

"Isto é muito emocionante. No entanto, é importante notar que esta terapia pode ter efeitos colaterais graves, e só seria apropriada para uma pequena proporção de pessoas com esclerose múltipla", avalia Mark Freedman, da Universidade de Ottawa e Hospital Ottawa (Japão), onde o tratamento foi realizado. #Inovação #Medicina