Apesar da existência de vacinas e de tratamentos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que quase um milhão e meio de pessoas morreram em 2013 em razão das hepatites virais. Como resultado, a OMS apresenta estratégia mundial para redução do número de casos. Pesquisadores acrescentam que esses planos precisam ser colocados em prática com urgência a fim de tentar debelar os crescentes números.

A hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser causada por vírus, pelo uso de alguns tipos de medicamentos, de álcool e outras drogas, além de poder ter origem também em condições metabólicas, genéticas ou autoimunes. É um grave problema de saúde no Brasil e em todo o mundo.

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Estudos demonstram que o problema é ainda maior nos países do leste asiático.

Por ser silenciosa e, nem sempre apresentar sintomas, quando descoberta pode já estar em situação muito avançada. Quando sintomática, aparecem cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, amarelecimento da pele e dos olhos, urina escura e fezes claras.

Existem cinco tipos de vírus que provocam as hepatites virais, conhecidas como A, B, C, D e E, em razão do tipo do vírus. No Brasil, as mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de pessoas são portadoras dos vírus B e C e não sabem. Nessas pessoas os casos podem se tornar crônicos e evoluir para cirrose ou câncer, que mais comumente levam ao óbito. Por isso, a importância de exames regulares que detectam a #Doença. A Sociedade Brasileira de Hepatologia alerta para a importância de exames que identifiquem a hepatite viral de maneira precoce.

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As hepatites virais são transmitidas de pessoa a pessoa através de alimentos e água contaminados por fezes infectadas com o vírus (A); por contato sexual ou de mãe para filho, durante a gestação ou o parto (B); por transfusões sanguíneas (B e C).

Ao contrário de outras doenças, as mortes provocadas pelas hepatites virais foram maiores em países de alto e médio poder aquisitivo do que em países pobres. A estratégia da OMS, apresentada em maio desse ano para combate à doença, prevê metas de redução de 30% de novos casos de hepatites B e C até 2020, ao lado de uma redução de 10% na mortalidade. #Organização Mundial de Saúde