No campo científico, poucas ideias são tão atraentes quanto a da Teoria do Caos. E se um pequeno evento, aparentemente insignificante, mudasse completamente os rumos da sua vida? Com “insignificante” entenda um ônibus que você perdeu, uma prova que você fez e foi mal, uma esquina que você virou, um corte de cabelo que você fez ou até mesmo um cadarço que você parou para amarrar. Pronto: estes eventos corriqueiros, cotidianos e que a princípio você não atribui nenhum valor modificam todos os rumos da sua vida. Loucura? Provavelmente, mas é ciência. E se após perder aquele ônibus, um carro desgovernado te atropela enquanto você espera o próximo? Quem sabe você tem uma perna amputada e tudo muda.

Publicidade
Publicidade

Novas pessoas surgem em sua vida, novos ambientes, novas consequências. Tudo devido ao ônibus que você perdeu. Sua esposa (marido) seria outra, seus filhos seriam outros, sua morte seria outra.

Toda essa maluquice passou a ser chamada de ciência no início da década de 1960, quando um meteorologista de nome Edward Lorenz, por meio de um programa de computador que simulava possíveis massas de ar, percebeu que a mudança de um único décimo de uma equação provocava resultados totalmente diferentes do resultado inicial. Posteriormente, essa extrema sensibilidade ganhou o nome de "Efeito Borboleta". Mas e se uma hiper inteligência pudesse calcular, por meio de equações e fórmulas absurdamente complexas, todos os possíveis resultados de um ato imprevisível? De acordo com o matemático Pierre Simon Laplace, pai da Teoria das Probabilidades, neste caso, passado e futuro deixariam de existir para essa hiper inteligência, “pois aos seus olhos todos os eventos seriam resultantes do momento presente”, não havendo mais caos ou imprevisibilidade.

Publicidade

Então, você parou para amarrar o cadarço. Enquanto o fazia, olhou para dentro de uma vitrine e viu um livro que há muito gostaria de ler. Após terminar de amarrar o cadarço, gastou 2 ou 3 minutos comprando o livro. Dias depois, em um domingo qualquer, você se senta sozinho em uma praça e passa a ler tranquilamente. De repente, não mais que de repente, uma mulher se aproxima atraída pela capa do livro, que coincidentemente era o mesmo que ela estava lendo. Pronto... o resto é história. Se o cadarço daquele sapato barato não tivesse desamarrado, você não teria visto a livraria, não teria comprado o livro, não se sentaria no banco de uma praça e não conheceria a mulher da sua vida. Você teria seguido em frente e sua vida seria outra. Você seria outro. #Curiosidades #Comportamento