Um estudo realizado no Reino Unido apontou que as estatinas, medicamentos utilizados no #Tratamento de hipercolesterolemia – #Doença mais conhecida como "colesterol alto" –, podem reduzir a mortalidade causada por pelo menos quatro tipos diferentes de câncer.

Para chegar a tal conclusão, os pesquisadores Rahul Potluri, Lesley-Ann Martin e Paul Carter analisaram os registros de saúde de quase um milhão de pacientes com câncer internados em hospitais do Reino Unido, durante o período que se estendeu de janeiro de 2000 a março de 2013.

Após realizarem uma espécie de "ajuste" nos resultados do estudo, levando em conta fatores que poderiam influenciar na extensão de vida dos portadores de câncer, entre os quais idade, sexo, etnia e as dez causas mais comuns de morte, os cientistas descobriram uma inusitada relação: aqueles pacientes que apresentavam um diagnóstico de colesterol alto tinham menos probabilidade de morrer por causa do câncer.

Publicidade
Publicidade

Estatinas

De posse dessas informações, os especialistas concluíram que, provavelmente, as estatinas seriam as responsáveis pela redução da mortalidade, especialmente nos casos envolvendo os quatro tipos diferentes de tumores mais comuns. Os pacientes estudados sofreram uma redução de morte de 47% nos casos de câncer de próstata, de 43% nos casos de câncer de mama, de 30% nos casos de câncer de intestino e de 22% nos casos de câncer de pulmão.

O Dr. Paul Carter, da Universidade de Aston, localizada em Birmingham, apresentou o estudo em uma conferência realizada em Florença, na Itália, e afirmou que a pesquisa sugere que há alguma relação entre ter um diagnóstico de colesterol alto e melhora na sobrevivência de quem possui câncer, especialmente nos quatro tipos descritos. "Com base em pesquisas anteriores, achamos que há uma forte possibilidade de que as estatinas estejam produzindo esse efeito", declarou o pesquisador.

Publicidade

Carter acrescentou ainda que os resultados encontrados poderiam confirmar quadros de sobrevivência em outros tipos de câncer, mas que para isto seriam necessários novos estudos abordando outros tipos de tumores. #Medicina