Alfred McEwen, principal investigador a trabalhar com o telescópio HiRISE, da NASA, e professor de geologia planetária da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirmou que abaixo dos desertos congelados de Marte deve existir água em estado líquido, o que permite a existência de vida microscópica naquele mundo.

McEwen foi o primeiro cientista a detectar água no planeta vermelho, e acredita que bactérias podem ser encontradas vivas abaixo da superfície do solo marciano. O pesquisador disse ainda que esses microrganismos provavelmente são muito semelhantes aos da Terra, vivendo em regiões que apresentam condições extremas, como nos lagos existentes na Antártida.

Publicidade
Publicidade

Vida no subsolo

Alfred McEwen afirmou em uma conferência realizada em Tenerife, na Espanha, que contou com a presença do renomado físico britânico Stephen Hawking, além de ganhadores de prêmios Nobel, que a vida provavelmente existe em bolsões abaixo do solo marciano, onde estão presentes condições e elementos favoráveis, tais como água líquida e proteção contra radiação cósmica que atinge a superfície de Marte, para que microrganismos possam sobreviver.

O cientista acredita que embora seja improvável que a vida tenha prosperado e evoluído no planeta vermelho, as condições existentes no subsolo possam ser suficientes para sustentar organismos mais simples, como as bactérias.

McEwen declarou na conferência:

"A uma profundidade de alguns quilômetros é quente o bastante para manter H2O em estado líquido.

Publicidade

Portanto, se alguma vez houve vida em Marte no passado, ela provavelmente sobrevive até hoje nestes bolsões".

Intercâmbio de vida entre planetas

A descoberta de seres alienígenas poderia ser a chave para ajudar os cientistas a entender o início da vida na Terra.

Na época em que os organismos vivos surgiram em nosso mundo, há cerca de quatro bilhões de anos, o Sistema Solar estava "congestionado" e sendo bombardeado pelos asteroides reminiscentes de sua formação. Acredita-se que o impacto desses bólidos espaciais possam ter ejetado fragmentos da Terra no espaço, que poderiam acabar caindo em Marte, e vice-versa. De fato, já foram encontrados meteoritos marcianos na Terra, como, por exemplo, o ALH 84001, descoberto na Antártida.

Além disso, Alfred McEwen ressalta que bactérias são seres altamente tolerantes à radiação ultravioleta, ao calor e a impactos de grande força, e que por isso poderiam sobreviver a uma viagem no interior de meteoritos entre a Terra e Marte. "Isso levanta a questão: a vida surgiu na Terra e foi transportada para Marte, ou seria o contrário?", indaga o cientista. #Curiosidades #EUA