Alta sensibilidade olfativa. Essa é a conclusão do questionamento sobre por que os #Cães detectam #Diabetes em seus donos, em muitos casos, salvando-lhes a vida.

A espécie possui vinte e cinco vezes mais receptores olfativos que os seres humanos. Se possuíssemos tamanha capacidade, perceberíamos, por exemplo, uma colher de chá de açúcar diluída em duas piscinas olímpicas.

Cachorro herói

Como aconteceu na Califórnia, nos Estados Unidos, em março desse ano, um cão labrador salvou a vida do garoto Luke de sete anos, portador de diabetes tipo 1.  A noite, enquanto dormia com o filho, Dorrie Nuttal foi acordada pelo cachorro Jedi, que subia e descia em sua cama de forma frenética.

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Dorrie percebeu que o animal indicava que o menino estaria com os níveis de glicose abaixo do aceitável, e resolveu verificar o equipamento de monitoramento do menino, que indicaram normalidade. Mesmo assim, o cachorro continuou curvando-se, em perante sua insistência, a americana resolveu testar outra vez a taxa glicêmica do filho, que confirmou os baixos índices de glicose na criança.

Histórias como a de Jedi e Luke são frequentes pelo mundo. Pessoas com diabetes tipo 1, a mesma do menino, frequentemente compram animais reinados para identificar anormalidades no sangue e informar a seus donos, uma vez que, como ocorrido com o equipamento de quarto do garoto, aparelhos podem apresentar resultados inverídicos e atrasar o atendimento em casos de crise. Adquirir um cão como Jedi pode ser custoso: sua adoção foi sob a cifra de 15.000 dólares (55.000 reais).

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Embora certificada sua eficácia, até agora não se conheciam as causas de tal percepção. Mas um estudo da Universidade de Cambrigde e do Instituto de Ciência Metabólica da Wellcome Truste propõem uma explicação.

Isopreno

No estudo, os pesquisadores reduziram, em condições controladas, os níveis de açúcar do sangue de um grupo de oito mulheres utilizando a técnica de espectrometria de massa, (que consiste em analisar um elemento químico medindo sua massa e caracterizando sua estrutura química), na tentativa de detectar moléculas específicas.

Com os dados em mãos, os cientistas notaram que o isopreno, um subproduto da produção de colesterol, aumenta quando há caso de hipoglicemia, ou seja, é inversamente proporcional à quantidade de açúcar no sangue, fato ainda não esclarecido. E com o seu potente olfato, os cães conseguiriam sentir o aumento do isopreno e avisar  a seus proprietários que algo está errado.

Os sintomas da hipoglicemia variam de tremedeira, fadiga e convulsões. A esperança é que, com essa descoberta, novos testes possam ser desenvolvidos, substituindo, inclusive, o da glicemia capilar, ou fura-dedo. #Medicina